Ladrão corta braço ao invadir loja e é preso no pronto-socorro


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Após levar quatro pontos no braço direito, Antônio Carlos Gonçalves foi autuado em flagrante por furto. "Me ferrei: além de cortar o braço, ainda fui preso"
Após levar quatro pontos no braço direito, Antônio Carlos Gonçalves foi autuado em flagrante por furto. "Me ferrei: além de cortar o braço, ainda fui preso"
O desespero para conseguir drogas levou um homem de 23 anos a se meter numa grande enrascada ontem de madrugada. Desempregado e sem moradia fixa, Antônio Carlos Gonçalves resolveu furtar uma loja para levantar algum dinheiro. Ao tentar quebrar o vidro da janela, cortou o braço e precisou de atendimento médico. Levou quatro pontos e acabou preso. Antes, chegou a desmaiar de dor. O frio não foi capaz de inibir a ação do criminoso. O relógio marcava 4 horas, quando ele resolveu invadir uma loja da Rua Francisco Marques, Vila Nova. A estratégia para ter acesso ao interior não foi das melhores. "Dei um soco na janela e cortei meu braço tudo (sic)". Mesmo ferido e sangrando em excesso, foi ao caixa pegou R$ 50 e saiu. Com o dinheiro, comprou três pedras de crack e foi fumar nas proximidades. O ferimento não parava de sangrar e a dor no braço aumentava. Às 6 horas, resolveu se dirigir ao pronto-socorro. "Tomei dois litros de soro e levei quatro pontos no braço". Naquele momento, a polícia já havia sido informada do furto. "Apuramos que havia muito sangue na loja. Como era esperado que o autor fosse procurar atendimento, ficamos monitorando o PS e o detivemos no momento em que estava saindo", contou o soldado Wellington. Funcionários disseram que o criminoso havia tentado sair do local antes de receber alta e acabou desmaiando. Antônio Carlos foi conduzido ao 2º DP e autuado em flagrante por furto. Segundo a polícia, ele também é suspeito de envolvimento em roubos nas regiões da Estação e Leporace. No início da tarde, o acusado ainda estava na delegacia sendo submetido a reconhecimento por parte de vítimas. Pálido com a perda de sangue e com fome, devorou em poucos segundos dois salgados oferecidos por investigadores. "Hoje não foi o meu dia de sorte. Me ferrei: além de cortar o braço, ainda fui preso. Tô fraquinho, zonzinho (sic). O braço tá doendo demais. Me leva logo para a cadeia para eu comer uma marmita", pediu ao policial.

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