Reajuste de 7%, incremento na cesta básica, melhores condições de trabalho e garantia de manutenção de cláusulas. Essas são as principais reivindicações dos motoristas, cobradores e funcionários administrativos das empresas de ônibus São José e Atual. A proposta já foi analisada e recusada pela diretoria das empresas, que fizeram uma contraproposta de 2,5% de aumento real. A categoria ouviu, rejeitou e ameaçou: se os índices não avançarem, ela poderá entrar em greve.
A pauta de reivindicações dos funcionários contém ainda outros 22 itens. A data-base da categoria é 1º de maio e o limite para as negociações, de acordo com o Sindicato dos Condutores de Veículos de Franca e região, se encerra na semana que vem. A entidade realizou uma assembléia em que a categoria avaliou a contraproposta de 2,5% como uma “intransigência das empresas”.
Uma assembléia de funcionários está marcada para 16 de junho, sábado. Antes disso, na quarta-feira, 13, as empresas devem apresentar um novo índice que, caso não seja aceito, pode resultar em paralisações relâmpagos e greve geral. Celso Dias, diretor das empresas, disse que é inviável oferecer um reajuste de 7%, mas que, na próxima semana, a contraproposta pode sair dos 2,5%. "Não temos ainda os números oficiais, mas vamos tentar um acordo. Isso desde que não haja radicalização que prejudique os usuários do transporte coletivo".
Atualmente as duas empresas contam com 400 funcionários que atuam como cobradores, motoristas e nas áreas administrativas. Por dia, cerca de 63 mil pessoas utilizam o transporte coletivo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.