A `coisa` na final


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A ‘COISA’ NA NBA - Anderson Varejão disputa hoje (7), às 22 horas, a primeira partida da finalíssima entre seu time, o Cleveland Cavaliers, e o San Antonio Spurs
A ‘COISA’ NA NBA - Anderson Varejão disputa hoje (7), às 22 horas, a primeira partida da finalíssima entre seu time, o Cleveland Cavaliers, e o San Antonio Spurs
A final da NBA terá um atrativo a mais para os amantes de basquete em Franca e no Brasil. Hoje, 7, às 22 horas, o Cleveland Cavaliers, de Anderson Varejão e LeBron James, entra em quadra para enfrentar o San Antonio Spurs, de Tim Duncan e dos argentinos Manu Ginobili e Fabricio Oberto, pelo primeiro jogo da série melhor-de-sete que decide a temporada. A partida será transmitida pela canal fechado Espn. Apelidado de “Coisa” nos Estados Unidos, devido à cabeleira exótica, o brasileiro de 24 anos começou a jogar na Aspa (Associação de Pais e Amigos do Basquete) em 1999. Anderson é o primeiro jogador do Brasil a chegar a uma final da liga norte-americana de basquete. O Cleveland também participa da primeira final de sua história. As finais responderão qual é a melhor defesa da temporada. O setor das duas equipes figuram entre as cinco mais eficientes. A diferença entre Cavs e Sant Antonio é a experiência, já que a segunda franquia disputou quatro finais. Varejão não esconde a ansiedade. “Passei a semana toda pensando nesse jogo e estou ansioso. Queria que começasse logo”, afirmou, ontem, a jornalista dos EUA. A sorte dele é que da arquibancada, o jogador terá a torcida dos pais, que estão nos Estados Unidos, e dos irmãos, estes no Brasil. Entre os familiares está Sandro Varejão, ex-Franca Basquete e hoje ligado ao Saldanha da Gama, no Espírito santo. A reportagem o Comércio falou com ele nesta semana e o padrinho-irmão de Anderson falou sobre a expectativa de vê-lo campeão. Comércio da Franca - Como é ter um irmão na final da NBA? Sandro Varejão - Passamos um momento apreensível quando o time dele tomou 2 a 0 (a semifinal é melhor-de-cinco jogos). Logo em seguida, o Cleveland deu a volta por cima. A equipe também está pela primeira vez na final da NBA. Eu estava lá até o quarto jogo, mas tive que vir por causa do Nacional e meus irmãos também retornaram. Agora queremos voltar aos Estados Unidos para acompanhar a final, talvez na próxima semana. Meus pais continuam lá. Comércio - E como foi a comemoração aqui no Brasil? Sandro - Estava assistindo ao jogo pela TV. Quando terminou, entrei na internet e uma das fotos que apareceu no site (da equipe) era do meu pai com o boné de campeão da Conferência (Leste). Nós vibramos muito. Ele (Anderson) ligou para mim lá pelas 2 horas da manhã e falou que não conseguia chegar no ginásio porque tinha muita festa. Tinha telão do lado de fora e barreira de polícia impedindo o trânsito. Quando o policial viu o Anderson falou: “Oh! É ele!”. Aí, abriam espaço para ele passar. A cidade parou, como acontece em Franca, quando o time é campeão. Comércio - Como você decidiu trazer o Anderson para Franca? Sandro - Eu brincava com meu pai de basquete e quando comecei mais sério já tinha idade avançada, 16 anos. Como tive um início bem duro, comecei a lapidar o Anderson bem mais novo. Só que quando ele tinha 12, 13 anos era muito pequeno. Quando fui para Franca, em 1998, falei para o meu pai que ia mandá-lo para aí. Ele tinha 1,89 com 15 para 16 anos. Decidi trazer o Ângelo (outro irmão) também. Eu não deixo de acreditar nas pessoas nunca. Por incrível que pareça, com seis meses em Franca o Anderson estava com quase dois metros. Comércio - De onde vieram os apoios ao seu irmão no começo? Sandro - Muitas pessoas marcaram a vida do Anderson em Franca como o Valtinho, Chuí, Márcio, Helinho, todos que estiveram naquela minha equipe. Lembro que o Márcio falava: “Você é deste tamanho e não consegue nem cravar”. E ele ficou doido. Outro dia, o Anderson gritou para gente: “Oh Márcio, Chuí, olha aqui”. Aí ele correu do meio da quadra e deu uma cravada. O Márcio ainda tirou ele. “Você, deste tamanho, deu só essa cravadinha”. Tudo isso foi um apoio muito grande. Comércio - Como é a vida do Anderson nos Estados Unidos? Sandro - Ele é o segundo que mais vende. Primeiro é o LeBron (James). Comércio - O que ele faz quando volta para o Brasil? Sandro - Se ele vem, quando chega em Vitória (ES), a primeira coisa que minha mãe pergunta é quando vai para Franca. A formação do caráter, principalmente no basquete, a personalidade forte, a raça, ele construiu aí em Franca. Comércio - O lado carismático do seu irmão também é bem marcante. Sandro - Ele ganhou um milhão de milhas da Continental Airlines agora e doou para o Instituto Solidário Márcio Oliveira Varejão, que é do meu avô. Lá, eles trabalham com mais de 800 crianças. O Anderson sempre está em contato.

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