A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo está ouvindo os secretários municipais de saúde para elaborar o Plano Estadual de Saúde que vigorará entre os anos de 2008 e 2011. Ao todo, serão realizadas 17 reuniões nas regionais até o mês de agosto.
Ontem, o encontro foi promovido no Centro Médico de Franca e reuniu secretários e representantes de 22 cidades na área de cobertura da DIR-13 (Direção Regional de Saúde). A proposta foi ouvir dos próprios secretários as dificuldades enfrentadas pelos municípios par, a partir daí, montar um plano estadual que atenda às necessidades regionais.
O secretário-adjunto estadual de Saúde, Renilson Rehem de Souza, esteve ontem em Franca para participar da reunião e falou da importância da união. “Não se pode pensar em uma cidade individualmente. Não dá para pensar que todo município terá seu hospital. Além de não comportar, não haveria recursos para todos. Temos que pensar regionalmente”, disse.
E por falar em integração, Franca continua servindo de referência para a região. Para o coordenador de Saúde de Patrocínio Paulista, Jeter Simão, a solução é trabalhar para fortalecer Franca. “Desta forma, os pequenos municípios serão automaticamente fortalecidos. Uma idéia seria construir um hospital para atender a região”. A mesma opinião é compartilhada pelo secretário de saúde de Jeriquara, Jaime Aparecido de Almeida. “O que for melhor para Franca será para a região. Não adianta o município pensar que vai sobreviver sozinho”.
Para o secretário de Saúde de Ribeirão Corrente, Rodrigo Alcântara, o principal problema vivido pela região está na média complexidade. “Todas as cidades têm uma quantidade de exames que podem encaminhar para Franca por dia, o que não tem sido suficiente”.
PRIORIDADES
Entre as prioridades que deverão estar presentes no Plano Estadual de Saúde estão a melhoria da qualidade do pré-natal, no atendimento básico, redução da mortalidade infantil e uma atenção maior na elaboração de campanhas de vacinação. “Durante esses encontros, ficamos sabendo o que cada região oferece, quais são suas dificuldades e necessidades. Por isso, o trabalho precisa ser integrado”, disse Renilson Rehem.
Rehem disse ainda que a união dos municípios deve ficar cada vez mais fortalecida. “Um município sozinho dificilmente será ouvido. Além disso, não terá dinheiro no mundo que resolva todos os problemas individuais. Já unidos, fica bem mais fácil encontrar uma solução”.
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