O deputado estadual Gilson de Souza (DEM) acaba de abrir mão de todos os seus pedidos de verbas autorizadas no orçamento do Estado para direcionar os recursos disponíveis para a Santa Casa de Franca. Ao todo, o montante ultrapassa os R$ 2 milhões (quase o mesmo valor requisitado pela instituição ao governo do Estado). A decisão foi tomada no final da tarde de ontem, assim que o deputado recebeu a notícia de que não seria possível a Secretaria Estadual de Saúde ajudar o hospital com recursos da pasta.
A Santa Casa de Franca enfrenta uma de suas piores crises. Sem receber pagamentos desde janeiro, os fornecedores do hospital suspenderam as vendas para a instituição até que os atrasados sejam quitados.
Sem crédito e com estoque suficiente para funcionar por apenas mais 25 dias, no último domingo a direção do hospital decidiu cortar parte dos procedimentos. “Nós queremos preservar os materiais para atender os casos mais urgentes, em que realmente o paciente corra risco de morte”, justificou o provedor da Santa Casa, José Chimionato.
Mesmo com o anúncio do direcionamento de verbas por parte do deputado, a suspensão dos atendimentos continua. “A medida vale até que os recursos entrem no nosso caixa para que possamos pagar os fornecedores e ganhar fôlego. Mas é com muito alívio e gratidão que recebemos essa notícia”, disse Chimionato.
Os recursos devem ser liberados pelo governo do Estado em 15 dias e chegar à conta da instituição no final de julho. “Eu me comprometi com a Santa Casa. Garanti que ela não fecharia suas portas e não fechará. Dei minha palavra e estou cumprindo. Agora é torcer para que o dinheiro seja depositado o mais rápido possível. A situação é de emergência”, disse Gilson de Souza.
Sobre os pedidos de recursos de outras instituições que acabaram cancelados em favor da Santa Casa, o deputado pediu paciência. “Agora vamos lutar junto ao governo para que, aos poucos, eles atendam nossas reivindicações que foram prejudicadas. Não será fácil, mas tenho confiança. A situação da Santa Casa era muito delicada, não tinha como eu não atender em primeiro lugar”.
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