Atropelou e fugiu. Tem apenas 15 anos


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Motorista observa moto caída no meio de avenida após ter sido atingida pela Caravan dirigida por jovem de 15 anos: imprudência do menor causou graves ferimentos na auxiliar Paula Oliveira Rocha
Motorista observa moto caída no meio de avenida após ter sido atingida pela Caravan dirigida por jovem de 15 anos: imprudência do menor causou graves ferimentos na auxiliar Paula Oliveira Rocha
Um adolescente moreno, ainda com aparência de menino, chegou à sede do 5º DP ontem pela manhã. Estava acompanhado do pai e de um advogado. A princípio, os policiais imaginaram estar diante de uma ocorrência banal, como alguém que brigou na escola ou teve a bicicleta furtada. Nem uma coisa, nem outra. Era o motorista que atropelou a jovem Paula Oliveira Rocha, 25, e fugiu sem prestar socorro. Na hora do depoimento, outra revelação: ele tem apenas 15 anos de idade. A primeira informação era de que o causador do grave acidente seria dois anos mais velho. Apesar de ainda ser uma quase criança e não ter a mínima condição de dirigir, o jovem desafiou as regras de trânsito e se aventurou pela ruas da cidade com uma velha Caravan azul. Azar de quem cruzasse seu caminho. Mesmo estando em sua mão de direção e guiando corretamente, Paula foi a vítima da imprudência juvenil. Na terça-feira, 29, ela trafegava com sua moto pela Avenida Moacir Vieira Coelho, Jardim Redentor. O adolescente cortou sua frente e a jogou com violência no chão. Paula quebrou os dois braços, a perna direita e a bacia em vários pontos. Permanece internada sem poder se mexer. Depois de rastrear as placas da Caravan, os agentes do 5º DP conseguiram identificar o motorista. Familiares disseram que ele tinha 17 anos e prometeram apresentá-lo na delegacia sexta-feira. Apenas ontem ele apareceu e surpreendeu ao confirmar que tem 15. “Ele alegou que o carro é do pai e que pegou escondido. Admitiu ter invadido a preferencial por não ter visto a vítima. Disse ter fugido sem prestar socorro por ter ficado com medo, pois constatou que o acidente era grave”, contou o delegado Hélder Rodrigues. A versão não convenceu. Para o policial, o adolescente teria sido orientado a mentir para tentar aliviar sua situação. “Para mim, ele fugiu apenas para tentar se esquivar das ações da polícia e da Justiça. O jovem não tinha habilitação e sabia que o carro seria apreendido. Também não acredito que ele pegou o carro escondido: é muito jovem e não apreendeu a dirigir sozinho. Tanto ele quanto o pai serão responsabilizados pelo acidente”. As punições, por lesão corporal, podem incluir o pagamento de cestas básicas, para o pai, e o retardamento para retirar a carteira de habitlitação, para o jovem. Antes de deixarem a delegacia, o advogado e o pai do adolescente ainda tentaram convencer o delegado a liberar a Caravan envolvida no atropelamento. Receberam um não como resposta. “O carro ficará apreendido à disposição da Justiça”, finalizou Hélder.

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