Dor é o principal adversário


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Para completar o Ironman Brasil deste ano, Marcinha, que já completou a prova em dois anos consecutivos, dá um ensinamento. “A dor é passageira, desistir é para sempre”, disse. Ela diz isso porque sabe muito bem o que é a dor no triatlo. “Você sente dor no quadril, nas pernas...” Apesar de ter o corpo todo dolorido depois das mais de 14 horas de natação, ciclismo e corrida, sua recuperação foi boa. Já José Mendes, o marido, não teve tanta sorte. “A gente voltou de lá e ele foi ao médico. Ficou constatado que estava com tendinite por estresse”, disse a professora. Durante a prova, veio de Marcinha a motivação para que Mendes a completasse. “A gente acaba se encontrando e ele me disse que queria desistir, mas eu dizia para ele ter força que ia conseguir”, lembrou. Espírita, ela contou que nos momentos em que mais se sentia fadigada, tinha uma técnica para esquecer de tudo. “Eu rezava, sempre levo um terço que tenho. Também cantava. Gosto muito de música para crianças. Dou aula para bebês e ficava imaginando aqueles bebezinhos nadando. Adoro isso”, revelou. Com tanto esforço e dedicação, a triatleta só não se dedica mais, e profissionalmente, ao esporte por falta de investimento. Um pneu com aro de uma bicicleta para competir sai por R$ 740, e de longe não é dos melhores. A inscrição para o Ironman Brasil também não é barata e custa R$ 750. “É pagar para sofrer”, resumiu ela.

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