Financiamento para reformas e ampliações é cancelado pela CDHU


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Otávio Pinheiro, agente de crédito do Banco do Povo, explica sobre o cancelamento do Programa Pró-Lar
Otávio Pinheiro, agente de crédito do Banco do Povo, explica sobre o cancelamento do Programa Pró-Lar
Pessoas de baixa renda que precisam de financiamento para reformar ou ampliar seus imóveis terão mais dificuldades em conseguir crédito. A agência do Banco do Povo de Franca foi comunicada na semana passada sobre o cancelamento do Pró-Lar, projeto de financiamento destinado a pessoas com baixos rendimentos. A decisão partiu da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e o motivo, apontado por Gustavo Romano, diretor de operações do Banco do Povo de São Paulo, é o fato do programa fugir à finalidade do banco, uma vez que o programa atendia qualquer tipo de pessoa e não só os pequenos empreendedores que desejam expandir seu negócio - foco principal do banco. O Pró-Lar, uma parceria da CDHU com o Banco do Povo, foi implantado no ano de 2004 e vigorou até dezembro de 2006, quando foi suspenso. Já no fim de maio, a CDHU, empresa responsável pelo repasse do valor, deixou de enviar as verbas, cancelando o projeto. Nesses quase três anos de funcionamento, o programa registrou 356 financiamentos, o que totalizou mais de R$ 1,6 milhão investido. Segundo o agente de crédito do Banco do Povo, Otávio Pinheiro, o Pró-Lar deve voltar a existir, mas não por essa instituição financeira. "O Pró-Lar deixou de existir sob a administração do Banco do Povo, isso não quer dizer que foi cancelado para sempre", disse Otávio. Gustavo Romano confirma. "Na verdade é apenas uma reestruturação. A CDHU está em busca de uma outra forma de operacionalizar o programa". REQUISITOS O valor máximo do crédito era de R$ 5 mil e a CDHU disponibilizava R$ 55 mil mensais para os financiamentos. Podiam se cadastrar famílias com renda de até cinco salários mínimos que possuíssem um único imóvel e residissem nele. O valor do financiamento era dividido em até 48 vezes com prazo de 90 dias para o início do pagamento. Em média, 11 famílias eram beneficiadas por mês. O cancelamento não afetará os serviços oferecidos pelo Banco do Povo, mas prejudicará a população, que deverá esperar por novos financiamentos.

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