Na mesma. A assembléia dos credores da Samello, que aconteceria na tarde de ontem, foi adiada por falta de quórum. Na reunião, seria votada a proposta de pagamento das dívidas apresentada pelo grupo à Justiça.
Para que o encontro pudesse acontecer, seria necessária a uma presença de, no mínimo, 50% em cada uma das três categorias de credores. Os trabalhadores, individualmente ou representados pelo Sindicato dos Sapateiros, atingiram 52%. Os bancos, com 72%, também fizeram sua parte. A grande surpresa ficou por conta dos fornecedores: somente 2% deles se apresentaram para apreciar a proposta apresentada. Com isso, uma nova assembléia, em segunda chamada, foi marcada para o próximo dia 15.
Para o advogado da Samello, Reginaldo Stephanelli, não houve surpresa. Ele considera que os fornecedores são “verdadeiros parceiros” da empresa e que torcem por sua recuperação. “É interesse deles que a Samello volte a produzir e gerar divisas e empregos. Se o plano for rejeitado, uma falência dificultaria tudo”, disse.
A segunda chamada, segundo Stephanelli, é inadiável e acontecerá com qualquer número de credores. Mas isso não significa que a situação da Samello será totalmente resolvida. “Haverá dois caminhos: ou o plano é integralmente aceito ou a assembléia pode ser suspensa pelos credores para melhor apreciação. Nem sempre as coisas se resolvem em um único encontro”, disse.
A Samello está com sua produção parada desde o dia 16 de outubro e tem dívidas assumidas superiores a R$ 90 milhões.
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