Conseqüências do materialismo


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A onda de violência que toma conta do nosso País assusta a todos. Ora é um grupo que cerca um ônibus, impede a saída dos ocupantes e ateia fogo. Depois são assaltantes que roubam um carro e arrastam barbaramente uma criança, por quilômetros. De outra feita, assaltantes dominam casal e, após estuprarem seguidamente a jovem, matam a facadas os dois. Aposentado é morto a pauladas por assaltante que queria roubar dele, R$ 10,00. Diante de acontecimentos tão tristes, todos se perguntam: qual a causa da violência? De imediato podemos dizer que não há uma causa, mas sim, um conjunto de causas. A miséria, o desemprego, a falta da educação, a corrupção, a impunidade, a droga, são fatores desencadeantes para a violência que aí está. Ao nosso ver, há um fato que não é citado e que é de grande importância para o que ocorre. É o materialismo, isto é, a maneira de se entender a vida. Quem entende a vida como matéria apenas, não está preocupado com a conseqüência dos seus atos. Admitindo-se corpo, o homem acha que a sua existência está situada no limite berço/túmulo. Por isso, procura tirar o maior proveito da sua vida, ainda que à custa do sofrimento alheio. Para tanto, vale a “Lei da Vantagem”, pela qual o forte explora o fraco, o poderoso domina o inferior, o inteligente se aproveita do ignorante. As paixões imperam avassaladoras e os sentimentos são os mais baixos. Tudo porque o homem não se preocupa com a conseqüência de seus atos. No entanto, esclarecido sobre a imortalidade da alma, o ser humano passa a ver a vida sob novo prisma. Já não pode ser o inconseqüente de antes. Deve, agora, considerar cada ato da sua vida porque sabe que colherá o resultado de sua semeadura. Não foi por acaso que o Mestre Jesus disse: “A cada um segundo suas obras”. Vê, nos demais homens, seus irmãos aos quais lhe compete amparar, auxiliar, proteger. Dirão alguns: “Qual a certeza que se tem da imortalidade?” Diremos nós: o Espiritismo comprova a imortalidade pelas inúmeras experiências mediúnicas realizadas no mundo todo. São experiências promovidas pelos mais categorizados institutos e levadas a efeito por renomados cientistas. E o resultado é insofismável. É por isso que Allan Kardec, o insígne codificador do Espiritismo, na conclusão por ele escrita para “O Livro dos Espíritos”, item II, afirma categoricamente: “O Espiritismo é o mais ferrenho adversário do materialismo”. Se ao assaltante, ao assassino, ao corrupto, ao agressor fosse dado conhecer as conseqüências dos seus atos, certamente pensariam duas ou mais vezes antes de agirem. FELIPE SALOMÃO é bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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