Sim à pena de morte e Não ao aborto


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Temas polêmicos, resultados surpreendentes. Pesquisa inédita encomendada pelo Comércio da Franca à Datalink Pesquisa de Mercado e Opinião mostra que o jovem francano é favorável à pena de morte e contrário ao aborto. Realizada em dez escolas públicas e particulares da cidade, a pesquisa ouviu 600 estudantes entre 15 e 17 anos. O resultado completo e o perfil do jovem local estão nas páginas da Revista Se Liga, que chega às bancas neste domingo. A pesquisa da Datalink mostra que a punição para quem comete crime violento deve ser dura. Seis a cada dez jovens francanos são favoráveis à pena de morte. Irinéa Donizete da Silva, estudante, está entre os jovens que apóiam essa pena nos casos de crimes hediondos, mas acha que essa punição no Brasil jamais será uma realidade. “Penso que a pena de morte não é a solução, mas seria uma forma dos presídios não ficarem tão aglomerados de bandidos. Eles iriam temer”. Opinião divergente tem o bispo emérito dom Diógenes Silva Matthes. “O dom da vida é privilégio de Deus. Só Deus dá e tira a vida. Estou surpreso com esse resultado, pois a pena de morte não educa ninguém, é uma banalização da vida”, disse. Atualmente, 74 países (entre eles Japão, China e alguns Estados norte-americanos) adotam o sistema de pena de morte. Pela Constituição Federal brasileira, a pena de morte só é admitida em caso de guerra declarada. ABORTO Mais da metade dos jovens de Franca é radicalmente contra o aborto e apenas 6,3 % dos entrevistados são favoráveis (confira números no quadro abaixo). O diagramador Diego Fernando Moreira, 19, disse que é a favor da manutenção da gravidez em qualquer situação. “Seja fruto de um acidente (estupro) ou seja risco de vida para a mãe, houve fecundação. Há vida. Muitas mães já deram a vida pelos seus filhos. As pessoas deveriam ter fé em si mesmas e num Deus superior e assim crer que ser mãe é um ato divino”. Para a psicóloga Rita Sartori, a opinião dos jovens não é necessariamente contra o aborto ou a favor da pena de morte. “As duas questões para eles (os jovens) se referem à violência. Quando dizem que são a favor da pena de morte, querem expressar a vontade de punição. Em relação ao aborto é quase a mesma coisa. Eles se colocam no lugar dessas crianças porque ainda são muito jovens e acreditam ser também uma violência contra a vida”. No Brasil, o aborto é permitido apenas nos casos de estupro e se não há outro meio de salvar a vida da gestante. AINDA UM ‘CARETA’? A pesquisa “Comportamento dos jovens na sociedade dos novos tempos”, encomendada pelo Comércio à Datalink, mostra que o jovem francano ainda é um conservador. Valores sobre religião, drogas, sexo, entre outros, ainda se mantêm “caretas”. Não deixe de ler todos os desdobramentos da pesquisa inédita na Revista Se Liga, que já está nas bancas. Colaborou Tiago Rocioli

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