1 carneirinho, 2 carneirinhos, 3 carneirinhos...


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Deitar na cama, cair no sono e levantar só no outro dia. A cena parece comum, mas 35 milhões de brasileiros nem lembram a última vez que puderam fazer isso. Mais freqüente em mulheres, a insônia atinge pessoas de várias idades. Mesmo sendo considerada um sintoma e não uma doença, ela deve ser tratada. Uma noite mal dormida traz conseqüências graves ao organismo, que vão desde falta de energia, indisposição, sonolências a delírios e desmaios durante o dia. De acordo com pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo), a maioria dos casos são de pessoas com depressão, ansiedade ou que passaram por fatos trágicos como seqüestro, estupro ou assalto. O neurologista Alexandre Henrique Martori, especialista em medicina do sono, afirma que a insônia não pode ser definida pela quantidade de horas que uma pessoa dorme ou quanto tempo leva para dormir. “Cada ser humano varia em suas necessidades de sono. Mas não há um padrão fisiológico de saciedade”. Em geral, os recém-nascidos dormem cerca de vinte horas por dia. Jovens e adultos se satisfazem com a média de oito horas diárias de sono. Já os idosos necessitam apenas de cinco ou seis horas para descansar. Segundo o médico, o sintoma atinge mais as mulheres. Isso devido a questões sentimentais. “A insônia é ligada à emoção e elas tendem a ter mais problemas como depressão, ansiedade e, conseqüentemente, problemas de sono”. A vendedora Janaína Guilherme de Souza, 18, tem insônia desde que mudou de emprego. “Eu entrava na fábrica muito cedo e tinha que acordar às 4h30 da manhã. Agora, entro às 9 horas no trabalho, mas quando chega de madrugada, perco o sono”. Janaína então vai para internet e espera a hora do serviço chegar. Resultado? Tem que agüentar os bocejos durante o dia. “Logo depois do almoço, me dá um sono que eu quase não consigo controlar. É horrível”, disse. Mas o sintoma também é comum em profissionais com atividades em turnos alternados como motoristas, pilotos de avião, vigias, seguranças, funcionários plantonistas, entre outros. Não conseguindo criar uma rotina para o sono, eles emendam várias noites acordados. É o caso do segurança Edilson Alves de Souza, 28, que já trabalhou várias vezes no turno da noite. “Quando ia dormir à tarde, não conseguia. Rolava de um lado para outro e nada”. Depois de ficar acordado por 48 horas direto, ele ainda teve que trabalhar no dia seguinte. “Ter insônia é muito ruim. A solução é esperar para que o organismo se acostume”. O TRATAMENTO O tratamento da insônia é simples e muitas vezes não precisa do uso de medicamentos. A ingestão de remédios somente é indicada depois de tentativas não resolvidas. Quando a insônia é provocada por problemas psicofisiológicos, os remédios para dormir chegam a ser perigosos. O mau uso pode se tornar um vício e assim o problema raramente será resolvido. Apenas quando a insônia é situacional, o uso de medicamento é aconselhável. Para evitar a insônia, uma das dicas é evitar o consumo de substâncias estimulantes como café, coca-cola e chá-mate. Além disso deve-se praticar exercícios físicos durante o dia e jamais à noite.

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