A sexta-feira seria dia de pagamento para os funcionários de uma fazenda localizada na zona rural de Cristais Paulista. Seria. Ao chegar à propriedade com o dinheiro, o gerente da fazenda foi atacado por dois assaltantes. Foi agredido, amarrado e permaneceu o tempo todo com um revólver apontado para a cabeça. Os ladrões fugiram, levando R$ 20 mil e o carro da vítima. Só o veículo foi recuperado.
Comércio - Como foi a ação dos criminosos?
Gerente - Eu estava chegando à fazenda por volta das 10h40 e encontrei a porteira trancada, o que não é normal. Percebi que algo de errado estava acontecendo e tentei dar ré, mas eles saíram de trás dos pés de café e me abordaram.
Comércio - O que falaram para você?
Gerente - Pára, pára, desce, desce. Queremos só o dinheiro. Sabemos que você está com o dinheiro. Me empurraram. Tentei sair correndo, mas um dos assaltantes deu dois tiros e eu fiquei parado.
Comércio - Os tiros foram de advertência?
Gerente - Não. Atiraram em minha direção. Passou perto. Depois, me amarraram com os braços para trás em pés de café.
Comércio - Como conseguiu se soltar?
Gerente - O desespero era grande, mas fiz muita força. Virei o corpo e consegui soltar as pernas e os braços. Sai correndo e pedi ajuda.
Comércio - Os assaltantes fizeram ameaças de morte?
Gerente - Sim. Se não obedecesse, diziam que dariam um tiro na minha nuca. Permaneceram o tempo todo com o revólver na minha cabeça. Pensei que fosse morrer. Pedia pelo amor de Deus, pois tenho um filho para criar.
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