Um trágico acidente em uma das avenidas mais conhecidas da cidade movimentou o setor policial no início da tarde de ontem. O ciclista João Batista Rodrigues, 42, "atropelou" um caminhão de uma empresa de concreto usinado. A vítima foi socorrida com vida e morreu a caminho do hospital.
João Batista trabalhava como pedreiro e estava desempregado. Casado e pai de dois filhos, foi catar latinhas de alumínio nas proximidades da Unifran (Universidade de Franca) para tentar levantar algum dinheiro. Voltava para casa no momento do acidente. Eram 13 horas. João conduzia uma bicicleta pela Avenida Paulo VI, sentido Galo Branco/Jardim Alvorada e tentou atravessar a pista no cruzamento com a Rua José Fernando Peixe, a poucos metros de sua residência. Não observou o caminhão tipo "betoneira" carregado de concreto. "Eu seguia normalmente pela pista e já havia passado mais da metade da esquina, quando o bicicleteiro veio de uma vez e bateu no paralama do pneu esquerdo. Não pude fazer nada. Do jeito que bateu, já caiu. Ao escutar o barulho, olhei pelo retrovisor e percebi que tinha pegado ele. É uma situação complicada. Estou assustado até agora", contou o motorista WAC, 32.
Com a pancada, João Batista sofreu politraumatismo e ficou com as roupas todas rasgadas. "Seu pé direito quase foi decepado.
Teve fraturas diversas nas pernas e sofreu uma parada cardiorespiratória", contou o cabo Cícero. A bicicleta ficou jogada no meio da pista e as rodas se transformaram em algo parecido com o número oito.
O acidente chamou a atenção de muitos curiosos. Crianças correram para ver o que tinha acontecido. Uma delas era a estudante Karina Kemilly de Oliveira, 11, filha da vítima. "Não sabia que era meu pai e levei um susto enorme. Me parece que não é nada grave. Ainda bem". Ao fazer o comentário, o pai já estava morto, mas ela não tinha a informação.
A ocorrência foi registrada no 4º DP e o delegado Dalmo Mateus Polo abrirá um inquérito para apurar as circunstâncias em que aconteceu o acidente. "A princípio, as evidências indicam que o motorista do caminhão não teve culpa". O corpo de João Batista Rodrigues está sendo velado na casa da família (Rua Durvalino Rezende, 1912) e será sepultado hoje, às 13 horas no Cemitério Santo Agostinho.
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