Sinais dos tempos


| Tempo de leitura: 2 min
As chuvas fortíssimas que ocorreram nos últimos tempos transformaram várias ruas da cidade de São Paulo em caudalosos rios, trazendo perigo e prejuízos para a população que, revoltada e cansada de reviver a mesma trágica situação todos os anos, jogou os móveis destruídos pela enchente no meio da rua. No Rio de Janeiro foram fincadas 700 cruzes na praia de Copacabana, para protestar sobre igual número de mortes de pessoas que foram vitimadas pela violência desde o início deste ano até meados de março. Esses são apenas alguns exemplos de uma triste realidade que é decorrente do falhar humano. Após a derrubada das torres gêmeas, nos EUA, outras terríveis tragédias foram desencadeadas no mundo, muitas das quais causadas pelo fanatismo religioso. Temerosas com os sinais da guerra, do terrorismo e de tantas outras barbaridades, as mentes humanas substituíram a serenidade pelo estado de angústia. No futuro não muito distante, as pessoas estarão cada vez mais descontentes e inquietas. Sentimentos de generosidade e misericórdia tendem a desaparecer e, com isso, muitos agirão de forma insensível, como máquinas sem coração. Se nada for feito hoje para reverter esse tenebroso cenário, o mundo se transformará em um verdadeiro inferno. As alterações climáticas que já se fazem presentes, serão ainda mais intensas. Cidades inteiras poderão ser tragadas pelas enormes ondas. Haverá muitas mortes por guerra e fome, e disputas para a posse das águas e das terras. A economia mundial sofrerá vários impactos e a economia mundial será como uma arena de incansáveis lutas para serem travadas com sagacidade e astúcia, e todos os povos intelectualizados agirão da mesma forma, sem clemência. Atualmente, a China precisa criar 15 milhões de empregos por ano, apenas para manter o equilíbrio da mão-de-obra interna que se retirou do campo. Tal situação trará impactos no mundo todo, uma vez que a política comercial daquele país baseia-se na produção de mercadorias para exportação, valendo-se do baixo custo da sua mão-de-obra e do câmbio. É chegada a hora de entender que nada é por acaso. Se hoje a China se encontra nessa complexa situação pelo excesso de gente e é capaz de interferir na situação dos outros povos, isso está relacionado às ações individuais e coletivas de toda humanidade. Não se deve atribuir a este ou aquele país as responsabilidades pelos infortúnios que vivenciamos, pois o causador de toda a confusão é o próprio ser humano e sua ânsia de poder, e não nações, partidos, raças, religiões ou qualquer organização. Para interromper esse fluxo e evitar uma desgraça maior, temos que buscar a extraordinária simplicidade e facilidade de compreensão das leis básicas da natureza. É preciso que cada pessoa se interiorize e resgate esses ensinamentos. Essa será a base para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e próspera. Só assim poderemos reverter o panorama de desentendimentos no qual estamos inseridos. BENEDICTO ISMAEL CAMARGO DUTRA é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP e palestrante sobre temas ligados à qualidade de vida

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários