Como é de praxe, a reportagem procurou a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social. Todo o drama dos Stalin foi relatado em detalhes, em uma conversa telefônica que durou 15 minutos, para o responsável pela pasta, Roberto Nunes Rocha.
Ele afirmou que conhece o caso e que a Prefeitura já vem cumprindo com o seu papel. Na teoria, está correto. Na prática, nem tanto.
Nunes Rocha ressaltou que o poder público já inseriu Natalina Stalin no programa municipal Renda Mínima. Por meio dele, são repassados R$ 94 mensais à aposentada. “Já está inscrita e recebendo. Esse é um dinheiro que é entregue nas mãos do beneficiário com o objetivo único de comprar alimentos”, disse.
Porém, ao ser informado que na casa moram somente uma mulher doente e seis crianças e que somente com leite são gastos R$ 150 mensais, o secretário pareceu cair na real. “Bom, de fato, não podemos olhar somente pelo lado legalista, é um caso diferenciado”, disse.
Em seguida, fez uma promessa: vai interceder pelos Stalin imediatamente. “Amanhã (hoje) vou mandar o pessoal do Cras fazer um relatório específico da situação. Se necessário, vamos acionar o Conselho Tutelar para ver como estão as crianças e a Santa Casa para tratar da saúde da dona Natalina”.
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