Até quando o povo brasileiro vai continuar sendo escravo de um sistema capitalista, que não dá condições para que as pessoas tenham um pouco de dignidade? Empresários e a população já não agüentam mais pagar tantas taxas e impostos.
Não é de hoje que a nossa gente vem sendo penalizada com impostos tão altos. Até quando vamos ter que aturar esse desrespeito ao contribuinte? Será que a obrigação é somente nossa? Ou deles também? Há muito que o governo federal vem apertando o cinto fiscal, em desespero para arrecadar cada vez mais e, com isso, honrar seus compromissos com o FMI, no pagamento apenas dos juros da divida externa. A sociedade não recebe o troco dos impostos que é obrigada a pagar, ficando sem os benefícios que ela tanto precisa, a exemplos de investimentos na saúde, no transporte e na educação.
Agora são 74 impostos no Brasil, 48,83 por cento sobre o faturamento bruto das empresas. Carga tributária significa menos dinheiro para a sociedade e menos geração de emprego. Redução da carga tributária significa mais emprego e crescimento econômico. O Brasil precisa aprender essa lição.
Mas além dos impostos federais, estaduais e municipais, somos também impiedosamente lesados a partir do momento em que abrimos uma conta em um banco.
Observe seu extrato mensal ou solicite uma tabela de tarifas de serviços, que todo banco tem a obrigação de fornecer. Comece pela sua conta corrente, pessoa física ou jurídica: tarifa de manutenção de conta corrente mensal ativa, tarifa de manutenção de conta inativa - é isso mesmo, acredite, os bancos cobram por você não movimentar a sua conta depois de alguns meses.
Dependendo da tarifa que você paga para manter sua conta, ainda deve desembolsar outros valores para: extratos, saques, emissão e processamento de cheques, depósitos, transferência de valores, cartão magnético, entre outros. Se não bastasse tudo isso, ao comprar e pagar muito bem pelo principal produto dos bancos, o dinheiro, você é ainda obrigado a arcar com a tarifa de cadastro, de abertura de crédito, de ordem de pagamento, de cópia de documentos, atestados, cobrança de títulos e uma interminável lista de cerca de 70 itens. Parece um absurdo e até desonestidade, mas o que ocorre no relacionamento entre clientes e o sistema bancário tem a proteção da lei e do poder econômico além de não ser regido pelo Código de Defesa do Consumidor, como todas as demais atividades.
Tente financiar uma moto e observe os abusos: você paga os juros de mercado, é obrigado a pagar taxa de abertura de crédito, taxa para confecção ou renovação do cadastro, e na maioria das vezes, o gerente ainda te obriga a fazer um seguro ou comprar títulos de capitalização. Na verdade, nos habituamos com essa imoralidade legal e nem nos indignamos mais com a situação, mas dá para entender por que que as instituições financeiras lucram bilhões de reais todos os anos: cobram até o ar que respiramos em suas agências e ainda saímos de lá felizes e dizendo obrigado ao gerente.
PROPAGANDA ENGANOSA
Os bancos mantêm contas publicitárias em agências de competência indiscutível. Essas agências fazem o jogo pretendido pelos bancos. Lançam `produtos` e fazem toda a publicidade com maestria. Não raras vezes essas propagandas são enganosas, induzindo a clientela em erro. O Banco do Brasil, maior banco privado do País, publica em seu site a seguinte chamada publicitária: `Antecipe seu 13º no Banco do Brasil. Porque deixar para o fim do ano o que você pode ter agora`? Todos os bancos agem do mesmo modo. Mas a mensagem publicitária é falsa.
Isso porque, ao antecipar o 13º salário, você estará na verdade contraindo um empréstimo. Em caso de atraso no décimo terceiro, os juros continuarão a ser cobrados, diminuindo o valor a ser recebido. Então, essa antecipação tem preço. E é alto!
DINHEIRO FAZ MAL
Dinheiro é muito bom, mas pode fazer mal à saúde. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Das 110 cédulas analisadas, 73 por cento continham bactérias do gênero Staphylococcus. Cerca de 34 por cento eram do tipo aureus, que pode causar doenças como acne, sinusite e até osteomielite, que é uma inflamação nos ossos.
ESPERANÇA
Contaram-me de uma gravação a canivete na parede úmida de uma prisão numa ilha perdida. Dizia apenas `Resistir!`. Mesmo sem nenhum horizonte de futuro, mesmo quando o fim se apresenta definitivo, mesmo quando a História se fecha, a esperança acende a última luz. E guarda-a, teimosa e estupidamente acesa. Quem olha a Terra a partir do espaço não vê a grande muralha da China, mas os milhões de luzes de esperança que resistem.
PARE, OLHE E ESCUTE
Na coluna anterior comentamos que é necessário um semáforo no cruzamento das avenidas Rio Negro e Antônio Barbosa Filho, nas proximidades do Franca Shopping e Carrefour. Ontem, observando melhor, reparei que existe uma placa de Pare, entre essas avenidas. Como existe dificuldade para se colocar ali um semáforo, que tal resgatar a placa que se usava antigamente na linha do trem de ferro da Companhia Mogiana, onde se lia: `Pare, Olhe e Escute`. Com um pouco de boa vontade, o departamento de trânsito da Prefeitura de Franca poderia ainda acrescentar mais essa frase: `E atravesse, se tiver coragem`.
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