Envolvidos começam a ser ouvidos pela polícia


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Dia de enchente no Córrego dos Bagres: obras suspensas pelo prefeito Sidnei Rocha, após descoberta de fraude em licitação, teriam objetivo de impedir as inundações
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A Polícia Civil começará a ouvir os envolvidos no escândalo da licitação nas obras do Córrego dos Bagres a partir da próxima semana. O delegado Sidnei Martins de Oliveira, que conduz o inquérito, diz que o objetivo é terminar o quanto antes as apurações, se possível, dentro do prazo legal, que termina no dia 15 de junho. Pelo menos três servidores públicos e os responsáveis por duas empresas de engenharia serão ouvidos da Delegacia Seccional. A investigação foi requisitada pelo Ministério Público, que pediu a apuração de crimes como fraude em licitação e formação de quadrilha. O MP alega que havia um grupo dentro da Prefeitura que tinha o objetivo de fraudar o processo licitatório para desviar R$ 1,2 milhão dos cofres públicos. Oliveira disse que seu interesse é acelerar ao máximo as apurações. “Os fatos estão bem delineados. Foi tudo bem investigado (pela sindicância) quanto às falhas técnicas e de conduta. Vou intimar o pessoal de novo para fazer minhas oitivas”, disse. Oliveira não divulgou quem chamará primeiro, mas disse que os interrogatórios deverão acontecer em curto espaço de tempo, já que a intenção é cumprir o prazo legal para conclusão do inquérito. “Estou priorizando esse caso. Na próxima semana, começarei a ouvir todo mundo”. O policial não revelou quem chamará primeiro. O único risco de a investigação se estender, é se houver necessidade de realizar uma peritagem contábil. Nesse caso, como não há este tipo de especialidade na Polícia Científica de Franca, teriam de ser acionados profissionais de Ribeirão Preto, o que pode ser demorado. “Já houve caso que demorou seis meses, pois eles estão sobrecarregados. Mesmo eu pedindo prioridade, dificilmente leva menos de 30 dias”. De acordo com Oliveira, todos os envolvidos no escândalo serão ouvidos pela polícia. Deverão ser chamados o secretário afastado de Planejamento, Wilson Teixeira, o engenheiro da Prefeitura, Marco Antônio Franceschi, o ex-presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Caetano Perobelli, além dos responsáveis pelas empresas de engenharia FFC e Betontest.

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