Pela redução do número de parlamentares


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Como velho repórter de polícia, Edward de Souza - que assinou a coluna "Marcas da Violência", que li pelo site do Comércio - sabe que a violência é o reflexo da ação dos governos municipais, estaduais e federal. E, ao assinalar governos, refiro-me também às câmaras de vereadores, assembléias legislativas, Câmara e Senado Federal, verdadeiros escoadouros de desperdícios do dinheiro público e de todo tipo de ladroagens. Sejamos coerentes: se um professor não consegue fiscalizar uma sala com 25 alunos, como é que nós vamos fiscalizar 513 deputados federais, 81 senadores, mais de cinco vereadores e quase dois mil deputados estaduais, se os Estados Unidos, com maior população e melhor qualidade de ensino, têm um número bem menor de parlamentares? Na minha opinião a melhor forma de minimizar a violência, aumentar a distribuição de renda da população e promover a justiça social, com mais empregos e salários dignos, é diminuir o número de parlamentares, os seus exércitos de assessores e por conseguinte as verbas a que têm direito. No ano passado, durante o 1º Encontro Brasileiro de Direitos Humanos, promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados, em Curitiba, fiz a defesa da diminuição em 50% dos parlamentares e tenho dedicado parte do meu tempo, como agora, a conscientizar a população quanto à necessidade desta redução. Quem se lembra de Padre Vieira e de suas histórias, vai concordar. Disseram-lhe que o então governador do Maranhão roubava demais e ele não achava melhor ter um outro (governador) para constranger o primeiro. Ao que o padre respondeu: "Não. É melhor ter só um ladrão do que dois". Carlos Laranjeira é jornalista e lê o site www.comerciodafranca.com.br

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