A Construtura Gautama, pivô da Operação Navalha, que está sendo executada pela Polícia Federal, também agiu na região. O ex-prefeito de Ituverava, Lúcio Adalberto Lima Machado, então do PSDB, contratou a empresa para recuperar e executar um prolongamento da Avenida Paulo Borges de Oliveira. O caso aconteceu em 1997 e foi alvo de muita polêmica na cidade após a prefeitura efetuar dois pagamentos adiantados, nos valores de R$ 40 mil e R$ 310 mil, antes do início das obras, que estavam orçadas em mais de R$ 1,3 milhão.
Na época, o caso foi denunciado ao Ministério Público pelo grupo de vereadores da oposição, tendo à frente Benedito Soares da Silva Neto. “O valor da obra era muito alto, a gente estava acompanhando de perto, e, como foram feitos dois pagamentos adiantados, achamos estranho. Encaminhamos a denúncia para o Ministério Público que passou a investigar”. E não era só isso. “Na verdade, o que foi apresentado foi um projeto que recebeu o nome de pacote de obras que estava previsto em R$ 40 milhões, que previa, inclusive, a privatização da Praça X de Março”, disse Neto.
No caso da Praça, a proposta era construir um shopping center. “A prefeitura ia dar a praça em comodato para a empresa por 40 anos. Fomos totalmente contra. A população não entendeu a nossa reprovação, mas a gente não poderia deixar isso acontecer”, disse o ex-vereador.
O promotor público Odilon Nery Comodaro investigou o caso e em 2003 condenou o ex-prefeito e outros funcionários a ressarcir os cofres públicos no valor de 10 salários mínimos. Lúcio Machado recorreu e o caso hoje está no Tribunal de Justiça de São Paulo.
O ex-prefeito, que hoje está fora da vida pública, não foi encontrado pela reportagem para comentar o caso.
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