Em cinco anos - entre 2000 e 2005 - o número de matrículas nos institutos de ensino superior de Franca e região passou de 12.946 para 18.529, um aumento de mais de 43%. As informações foram levantadas pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) e levam em conta as instituições privadas e públicas.
Unifran, Uni-Facef, Unesp, Faculdade de Direito, Centro Universitário Claretiano, Facul-dade de Orlândia, Fundação E-ducacional de Ituverava. O motivo para o crescimento é a expansão do número de cursos oferecidos pelas faculdades. Só em Franca, foram 10 graduações abertas e duas reabertas.
A Unifran foi a instituição que mais criou cursos de graduação, com sete das 12 habilitações e cerca de 3.380 das novas vagas - considerado o número de vagas abertas com os novos cursos, multiplicado pelos anos que a pesquisa abrange.
Uma dessas vagas foi ocupada pela farmacêutica Luciana dos Santos, 28, que entrou no curso de Farmácia em 2004. Após três anos de aula de Biomedicina, ela viu uma nova oportunidade na abertura do curso de Farmácia, no qual se formou no ano passado. “Farmácia é um campo muito mais amplo. O farmacêutico pode atuar na área de alimentos, cosméticos, manipulação e drogaria”. Sobre o número de alunos, Luciana diz que é notável o aumento. “É perceptível que o número de alunos aumentou. Tem muita gente nova”.
Na seqüência das universidades que mais abriram cursos aparece o Uni-Facef, que gerou quatro novos cursos, três deles em 2005.
Com os novos cursos, 720 novos alunos entraram no ensino superior. Já a Unesp gerou 400 vagas com o novo curso de Relações Internacionais, aberto em 2002. Os números da Claretianas não foram divulgados pela instituição.
Para a doutora em Educação Zilá Moura, da Unesp de Bauru, o dado representa uma tendência. “A expansão dos cursos nas universidades públicas não pode, infelizmente, acompanhar a das particulares, e isso deve continuar a acontecer nos próximos anos”, diz.
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