Sandálias, tamancos, sapatos... São de todos os tipos, de todas as épocas, e já protegeram os pés de pessoas de diversas partes do mundo. Com a intenção de mostrá-los e resgatar a história do setor coureiro-calçadista de Franca, será reinaugurado hoje, às 18h30, o Museu do Calçado de Franca, que além de receber um novo apoio, a Unifran (Universidade de Franca), também ganha um novo espaço, a antiga Casa Paroquial de Franca, que faz parte da história da nossa cidade. Para a comemoração estão programados a apresentação de trechos do espetáculo Sapateiros, da Companhia Andaluzes de Dança Flamenca, e um coquetel, destinados a convidados especiais e imprensa.
A partir daí, não falta mais nada para que as relíquias pertencentes ao local voltem a ser visitadas. Tudo isto, graças à Unifran, que, pelo fato de ser a primeira a criar o curso de design e fabricação de calçados, se interessou em assumir o Museu. "Nossa universidade possui um Museu Virtual do Calçado.
Por isto sempre buscamos cuidar desta nossa identidade, oferecendo palestras e exposições referentes ao assunto, como nos foi oferecida a manutenção do Museu", afirma Clóvis Ludovice, reitor da Unifran, que fala da importância do Museu e o que ele simboliza para a nossa cidade. "O Museu existe para resgatar a história de Franca, colocando a juventude e a populaçao a par de tudo que se passou desde a criação da primeira fábrica francana e do que temos de referência pelo mundo", revela ele.
O Museu do Calçado de Franca entrou em atividade em meados de 2001, sob os cuidados de Regina Samello. Nesta época ela fundou o Instituto Wilson Sábio de Mello (presidente da Calçados Samello), que levou o nome de seu pai, filho de Miguel Sábio de Mello. Esta associação também quis resgatar a história calçadista de Franca, tendo o mesmo ideal que hoje tem a universidade. "A Regina colocou o Museu em funcionamento na casa onde seu pai (Wilson) morava, exatamente na mesma época que o nosso Museu virtual entrou no ar. Esta idéia dela foi brilhante.
Ela sempre levou tudo com uma dedicação muito grande", avalia o reitor.
Porém, devido a uma dificuldade financeira das indústrias Samello, o Museu foi oferecido para que outra entidade pudesse ampará-lo melhor. Com isto, surgiu a possibilidade de mudança para a antiga Casa Paroquial, que na época estava sendo alugada.
A casa é situada na Rua Monsenhor Rosa, e fica bem próxima à Matriz. "A universidade optou em usar o espaço pois ele é tradicional, bonito e representa muito para a história de Franca", diz.
No total, o acervo do Museu do Calçado possui 3000 itens, que não são expostos todos de uma vez. Periodicamente há uma renovação do estoque, que depende do mês, dos acontecimentos programados e das visitas agendadas. Dentre os destaques estão sapatos vindos do mundo inteiro. "Há peças da Itália (como o enviado em 2001 pelo papa João Paulo II), Estados Unidos, Japão (como a sandália em destaque, vinda do século 18, usada na colheita do arroz), o sapato usado pelo presidente Lula, de personalidades de Franca que Regina Samello resolveu guardar, cantores francanos, artistas (como a sandália de Gilberto Gil, também em destaque), e muitos outros", revela Marisa Porta, responsável pelo Museu, que diz que o critério utilizado para a disposição dos calçados é a época deles. O Museu funcionará diariamente, exceto às segundas, das 9 às 18 horas. Aos sábados o horário é das 10 às 13 horas. A entrada é franca. De acordo com Ludovice, entre as atividades há a criação da Pinacoteca do Sapateiro, para a qual pintores farão doações de quadros relativos a calçados.
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