Os integrantes da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga o escândalo da fraude na licitação do projeto para as obras no Córrego dos Bagres mal começou seus trabalhos e seus integrantes já prevêem dificuldades nas investigações. Segundo o presidente da comissão, Silas Cuba (PT), terão de ser avaliados três calhamaços de documentos, vindos do Ministério Público e da Auditoria Interna da Prefeitura, para que o processo seja compreendido. “Tem papel demais para ser lido e isso poderá ocasionar uma morosidade maior do que eu esperava”, disse o petista.
Relatora da CEI, Graciela David Ambrósio (PDT), que já participou de outras CEIs, disse que já esperava por problemas.
Para ela, novas dificuldades deverão surgir ao longo das apurações. “Quanto mais a gente aprofunda, mais vão surgindo coisas novas, que demandam um maior número de apurações”, disse.
Hoje, Cuba, Graciela e o terceiro membro da comissão, Válter Gomes (PSB), vão se reunir na Câmara para traçar um cronograma das ações da CEI. O presidente vai apresentar a documentação já levantada aos colegas e analisar a possibilidade de traçar um calendário para as oitivas com os envolvidos no caso. “Eu penso dessa forma, mas teremos de decidir juntos quais os caminhos corretos a seguir. Os outros integrantes são vereadores experientes e a opinião deles será fundamental”, disse Cuba.
A outra CEI, que investigará o mesmo caso dos Bagres e estenderá os trabalhos às denúncias do Ministério Público contra o ex-prefeito Gilmar Dominici (PT), deverá ter seu primeiro encontro oficial até sexta-feira. Até agora, os contatos entre os membros têm sido feitos por telefone. “Espero para amanhã (hoje) a chegada dos documentos que requisitei. De posse deles, poderemos conduzir as coisas com algo palpável em mãos”, disse o presidente da comissão, Jepy Pereira (PSDB). Donizete Mercúrio (PMN) e Gilson Pelizaro (PT) completam a CEI.
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