Câmara adia projeto da Sabesp por duas sessões


| Tempo de leitura: 2 min
Não foi dessa vez que a novela do novo contrato entre o município e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) terminou. Os vereadores decidiram ontem na Câmara adiar por duas sessões a votação do projeto e dispararam críticas ao contrato, que tem duração prevista de 30 anos. A falta de tempo para ler o documento, que tem 440 páginas, foi outro motivo alegado pelos parlamentares para pedir o adiamento. A diretoria da Sabesp até tentou fazer uma pressão. Afixou faixas pelo plenário e até do lado de fora da Câmara, nas árvores, passeios e jardim. Além disso, mobilizou seu comando na cidade e outras dezenas de funcionários para acompanhar as discussões. Alguns vereadores, principalmente Rui Engrácia (PSDB), que é gerente regional da Sabesp, e Válter Gomes (PSB) também fizeram sua parte. Nenhum recurso obteve êxito. O primeiro a criticar as condições propostas pela empresa foi Marcelo Valim (PSDB). Mesmo sendo partidário do prefeito Sidnei Rocha, condenou a “correria” com que a Sabesp e a Prefeitura querem a aprovação. “São centenas de páginas. Como ler isso de um dia para o outro? Pelo que já li, fiquei com dúvidas e não adianta votar um documento que eu não tenha entendido”, disse. Outra prova do descontentamento dos vereadores foi o número de emendas propostas em poucos minutos. Foram dez, abordando vários aspectos do contrato. Entre as principais, o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), quer que a Sabesp passe a pagar o IPTU (Imposto Territorial e Predial Urbano) e isente a Prefeitura de pagar conta de água nos próprios municipais. “Acredito que temos de brigar por melhores condições possíveis nesse acerto”, disse. Marcelo Valim (PSDB), por sua vez, quer a isenção do pagamento da primeira taxa de ligação de água para pessoas carentes. “É complicado, pois a pessoa já tem de comprar o cavalete e ainda paga a conta por algo que ainda nem chegou a consumir”. OUTRO LADO O superintendente da Sabesp, João Comparini, disse que qualquer medida que represente custos à empresa será prejudicial à população. “Trabalhamos com total equilíbrio financeiro (...) Se aumentarem nossas despesas, isso terá de ser refletido nas contas de água”, disse. Diante de tantos questionamentos, a Mesa Diretora propôs que a diretoria da Sabesp e os vereadores se reúnam na próxima terça-feira, durante a sessão, para acabar com as dúvidas. “O correto seria que a Prefeitura tivesse convidado os vereadores para participar das negociações. Como isso não ocorreu, acho que essa reunião será o melhor caminho”, disse Joaquim Ribeiro.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários