Mulher pode ter morrido por problemas de saúde


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Maria Divina Cintra
Maria Divina Cintra
As manchas de sangue pela casa, o forro de PVC quebrado, o corpo sem roupas e as chaves no portão seriam apenas uma grande coincidência. Ou parte de um mistério. Embora não descarte a possibilidade de assassinato, a Polícia Civil de Franca acredita que a sapateira aposentada Maria Divina Cintra, 58, possa ter sofrido uma morte natural. O exame de necropsia não constatou nenhum tipo de lesão no corpo da mulher. As causas só serão esclarecidas por meio de exames laboratoriais. O corpo de Maria Divina foi encontrado por um sobrinho, segunda-feira à noite, no interior da casa em que ela morava sozinha na Rua Doutor Washington Luiz, Jardim Boa Esperança. Ela teria sido vista pela última vez no sábado. A porta estava trancada e as chaves se encontravam na fechadura do portão principal, apenas encostado. Uma telha remexida e o forro quebrado completavam o cenário. Diante desse quadro, a polícia começou a trabalhar com a hipótese de um roubo seguido de morte. Alguns fatos, no entanto, intrigam o setor de investigação. Familiares ainda não notaram a falta de nenhum objeto da vítima. O atestado de óbito assinado pelo médico legista José Carlos Inácio indica que a causa da morte foi indeterminada, aumentando ainda mais o mistério sobre o caso. "Ele me disse que os exames de necropsia não encontraram sinal de lesão externa. A princípio, a mulher não teria sofrido qualquer tipo de violência. Mesmo assim, o legista recolheu materiais do corpo para exames periciais junto ao IML de Ribeirão Preto. É preciso aguardar o resultado para confirmar a real causa da morte", afirmou o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pela equipe de homicídios da DIG. O laudo deve ficar pronto em 15 dias. Segundo informações apuradas pela polícia, a aposentada sofria de hipertensão e tomava medicamentos. O problema de saúde pode ter contribuído para a morte. "O médico contou que há casos de embolia pulmonar que podem ocasionar sangramento. De acordo com o nosso investigador que esteve na casa, o problema no teto não seria recente. Espero concluir que houve uma morte natural e, não, um homicídio, mas continuamos investigando o caso para que não restem dúvidas". De acordo com informações preliminares da polícia, o sangue que escorreu pela residência teria saído do nariz ou da boca de Maria Divina. O ferimento que ela teve na cabeça (possivelmente com a queda) não provocou sangramentos. Na tarde de ontem, dois investigadores conversaram com familiares da aposentada em busca de pistas que possam esclarecer sua morte. O corpo de Maria Divina Cintra foi sepultado no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco.

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