É hora do almoço. Você precisa pagar aquela continha atrasada, comprar um sapato novo, abastecer seu carro e voltar ao trabalho cinco minutos antes do seu chefe chegar. Mas, e o almoço? Pode parecer engraçado, mas na correria do dia-a-dia muita gente não tem nem tempo para matar a fome. A salvação são os fast foods da cidade. Mas o que quase ninguém lembra, são as pessoas que ficam por trás desse eletrizante trabalho: os atendentes. Rapidez e agilidade são requisitos imprescindíveis para eles.
E por conta dessa correria toda, muitas empresas ampliam seu quadro de funcionários para atender com mais agilidade toda a demanda do dia - e ainda maior nos finais de semana. Por isso, cada vez mais esse mercado aumenta. Apenas nas duas filiais do McDonald’s em Franca, existem 100 funcionários. No Habib’s, cerca de 15 atendem diretamente o público. No Giraffa’s, quatro funcionários atendem no balcão.
O salário e os benefícios que um bom atendente tem são os maiores atrativos da função. O salário de contratação inicial é, em média, de R$ 490 conforme o sindicato de hotéis, bares, restaurantes e similares da região. A forma de contratação é mensalista e trabalham cerca de 7h20 por dia. As folgas geralmente são de uma vez por semana e em um domingo no mês. Em média, os turnos são divididos em duas sessões: diurno e noturno, mas depende do mês e da norma da empresa.
Mas o que é melhor são os benefícios dessas empresas. A maioria inclui assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale-transporte, uniforme, refeição diária no próprio restaurante e diversas ações motivacionais. Mas o que a estudante Ana Luiza Silva, 23, mais gostou durante dois anos que trabalhou no McDonald’s foram as amizades que conquistou. “Os clientes que eu costumava atender são meus amigos até hoje. Isso é muito legal”, disse. Ana Luiza também recorda os dias de grande movimento na empresa. “Em datas de promoções e finais de semana, o movimento era tão grande que não dava nem para ir ao banheiro”, sorriu.
Outra atendente que sabe muito bem como é essa correria é a jovem Talita Flora de Aquino, 19, que, há quase oito meses trabalha de atendente no restaurante Giraffa’s no Franca Shopping. “No início, foi difícil eu me acostumar com o corre-corre, mas como já trabalhei de garçonete, tive algumas vantagens”, disse. Talita ficou sabendo do trabalho num anúncio de jornal e logo que enviou um currículo foi chamada e escolhida entre mais de 200 candidatos. “No começo eu não sabia se iriam me chamar, mas depois que eu fiquei entre as finalistas, me tranqüilizei”, confessa.
Todo mundo sabe que trabalhar com o público é complicado. O atendente precisa ter paciência e, principalmente, respeito, até mesmo na hora que recebe uma “cantada” enquanto trabalha. Patrícia Cristina da Silva, 20, já passou por isso algumas vezes e sabe bem como lidar com essa situação. “Em todas as vezes, eu ignoro sem ser grossa. Disfarço, finjo que não escutei e saio de perto. Quando não dá para disfarçar, levo na brincadeira e não dou bola”, disse.
Daiane Gisele Machado Nogueira, 25, coordenadora de qualidade e serviços no McDonald’s, também tem histórias engraçadas no serviço. “Os novatos, muitas vezes, não conhecem os objetos da empresa e confundem seus nomes. Lá, por exemplo, tem uma bucha chamada 3M, mas muita gente confunde e chama ela de MP3. É muito engraçado, todo muito ri”, relata.
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