A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga as irregularidades na licitação do projeto técnico para as obras no Córrego dos Bagres deverá pedir a documentação pertinente aos outros seis contratos firmados pela FFC Engenharia com o poder público desde o início da gestão de Sidnei Rocha (PSDB), em 2005, que custaram aproximadamente R$ 1,1 milhão para o município. A lista foi divulgada, com exclusividade, por uma matéria do Comércio.
Para o presidente da comissão de vereadores, Silas Cuba (PT), a relação da empreiteira com o poder público tem que ser esmiuçada nas apurações da CEI. “Deveremos tomar todas as precauções, pois se há todos esses indícios nesse processo licitatório, é nossa obrigação avaliar todos os outros”, disse Cuba.
O requerimento dos contratos e demais documentos deverá ser protocolado amanhã no Gabinete de Rocha, após reunião de Cuba com os outros dois membros da comissão, Graciela David Ambrósio (PDT) e Válter Gomes (PSB). “Quero passar para eles o conteúdo do que já nos foi enviado pela Divisão de Auditoria Interna e Ministério Público para determinarmos quais serão os próximos caminhos”, disse.
Do encontro de amanhã, é possível, ainda, que seja elaborada a lista de depoimentos dos envolvidos no escândalo. O único revés nos planos do petista é que, com o pedido da nova documentação, as oitivas tenham de ser adiadas, já que os procedimentos adotados nas obras anteriores também podem despertar dúvidas ou suspeitas. “Tudo isso será resolvido nessa reunião. Pode ser que, agora, os depoimentos tenham de esperar um pouco. Mas ainda não há nada fechado”, disse.
OUTRA CEI
A outra CEI instaurada na Câmara, que investigará o escândalo do Bagres e a gestão de Gilmar Dominici (PT), entre 2000 e 2004, requisitou na Prefeitura o trabalho da Divisão de Auditoria nesse caso e nas denúncias contra o ex-prefeito. O presidente da comissão, Jepy Pereira (PSDB), disse que deverá definir quem será ouvido somente depois de conhecer o teor das sindicâncias.
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