Marcelo Mambrini: ‘Por que só os mortos?’


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Um projeto de lei que deverá, mais uma vez, gerar debates interessantes no Plenário é o que prevê homenagens a quem ainda está vivo na denominação de próprios municipais. Há duas semanas, a iniciativa, que é de autoria de Marcelo Mambrini (PMN), causou desconforto aos parlamentares. Ficou claro o receio de homenagear uma pessoa em evidência, pois a mesma não está livre de, um dia, envolver-se em escândalos. Rui Engrácia (PSDB) foi um dos que “torceram o nariz” para o projeto. “Não acho necessário porque temos outras formas para homenagear quem não morreu, como títulos de cidadão ou moções de aplausos”, disse, na ocasião. Mambrini, por sua vez, defende a idéia, dizendo que apresentou um substitutivo para que o projeto seja aprovado. “Inicialmente seria extensivo também para nomes de ruas e avenidas. Agora, serão somente os próprios”, disse. “Por que não fazer um centro esportivo com o nome do Hélio Rubens, por exemplo? Por que só homenagear os mortos? Há quem mereça em vida”. No mais, a sessão prevê a discussão sobre o projeto do Executivo que determina a doação de uma área no Jardim Samello, pertencente ao município, para a AAEF (Associação Assistencial e Educacional Filadélfia) e a denominação do conjunto de apartamentos construído pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) nas proximidades do Jardim Santa Efigênia de “Antônio de Pádua Rodrigues da Silva”, iniciativa do vereador Zezinho Cabeleireiro (PTB).

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