CEI começa a fazer interrogações esta semana


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A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga a fraude na licitação das obras no Córrego dos Bagres deverá começar a ouvir os envolvidos até o fim desta semana. Os servidores públicos implicados no caso deverão ser os primeiros a serem interrogados. Na seqüência, virão os responsáveis pelas empresas que teriam participado do esquema. As oitivas já realizadas pela Divisão de Auditoria Interna da Prefeitura deverão ser ignoradas pela comissão de vereadores. O presidente da CEI, Silas Cuba (PT), disse que recebeu toda a documentação solicitada à Prefeitura na segunda-feira passada "em cima do laço", meia hora antes de expirar o prazo estipulado. "Foi protocolada e entregue na Câmara depois das 16h30, cheguei a pensar que não entregariam dentro do limite que concedemos. Mas tudo bem, na segunda-feira vamos esmiuçar tudo", disse o petista. Dentre os documentos, estão o processo licitatório para a elaboração do projeto técnico das obras e o conteúdo das investigações já realizadas pela Auditoria Interna. Tudo deverá, agora, ser analisado por Cuba e pelos outros membros da CEI, vereadores Graciela Ambrósio (PDT) e Válter Gomes (PSB). A partir daí, será elaborado o cronograma de convocação para os depoimentos. Segundo Cuba, os funcionários (e ex) da Prefeitura serão os primeiros a ser interrogados. Embora ele não tenha confirmado, Wilson Teixeira deverá ser o primeiro. "Ainda não dá para afirmar, mas estamos todos ansiosos para ouvi-lo". As empresas de engenharia implicadas no caso, FFC e Betontest, deverão vir em seguida. Apesar de ter solicitado o conteúdo do trabalho da sindicância da Prefeitura, Cuba já adiantou que deverá descartar as oitivas já realizadas pelos auditores. Segundo ele, as entrevistas foram feitas sem que se soubesse a proporção que as denúncias ganhariam. "Queremos conhecer o que já fizeram, claro. Mas, sem desmerecer os profissionais, a coisa passou dos limites internos. Há o envolvimento do Ministério Público, da polícia e da Câmara". O INVERSO A outra CEI instaurada na Câmara deverá correr por caminho contrário à primeira. Ao invés de colher, logo de cara, os depoimentos dos envolvidos no atual escândalo e em denúncias levantadas na gestão do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT), fará, primeiro, o trabalho burocrático. "O primeiro passo é entendermos como aconteceu tudo, tanto no caso dos Bagres como nas acusações da administração anterior, como o sumiço dos R$ 842 mil do cofre da Prefeitura", disse o presidente Jepy Pereira (PSDB). Donizete Mercúrio (PMN) e Gilson Pelizaro (PT) são os outros membros da comissão.

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