Rico gasta mais com diversão do que pobre com comida


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A discrepância entre o consumo dos mais afortunados com os gastos da camada mais humilde da população impressiona. Para se ter uma idéia, o que a classe A consome com recreação e cultura, que engloba brinquedos, jogos recreativos, CDs, clubes, cinema e teatro, entre outros, é duas vezes o que a classe E gasta com alimentação, a categoria mais essencial de todas. Educação e saúde, itens que deveriam ser oferecidos universalmente e de graça pelo Estado, também apresentam altas variações. Enquanto uma família de classe A1 gasta R$ 4.847 por ano com educação, a classe E desembolsa R$ 7,44 - 651 vezes menos. Em relação à saúde, a diferença é de 586,91 vezes. No caso do pobre, são R$ 586,91 por ano, ou 9,8% de sua despesa anual. Quando se trata das famílias mais abastadas, o consumo é de R$ 7.129,40, ou 4,6% dos gastos. Se as despesas médicas dos ricos são de quase 600 vezes a do pobre, quando se trata de compra de remédios a história muda. O pobre gasta apenas cinco vezes menos do que o que o rico desembolsa para se medicar. PRIORIDADES O dispêndio com comida é a principal despesa das famílias de classes C, D e E. Já para quem está nas classes A1, A2, B1 e B2, as despesas com a manutenção do lar ultrapassam a alimentação e se tornam as principais vilãs do orçamento. Outro ponto intrigante é relacionado ao consumo de tabaco e derivados. Enquanto a classe A1 gasta, em média, 0,59% de todo o dinheiro que consome em cigarro. O índice, contudo, sobe para impressionantes 3,85% na classe E. Apesar da diferença no peso total do consumo ser muito alta, em números absolutos, o consumo dos mais ricos é de R$ 911 por ano, contra R$ 230 dos mais pobres, uma diferença de apenas 3,96 vezes.

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