Preso faz mapa para assaltar dono de posto


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O delegado Wanir da Silveira recomenda a adoção de maior cautela para inibir a ação dos assaltantes: “As pessoas sempre devem mudar suas rotinas e jamais podem transportar grandes quantias de dinheiro sozinhas”.
O delegado Wanir da Silveira recomenda a adoção de maior cautela para inibir a ação dos assaltantes: “As pessoas sempre devem mudar suas rotinas e jamais podem transportar grandes quantias de dinheiro sozinhas”.
A Polícia Civil de Franca descobriu e frustrou um audacioso plano de assalto durante a semana. A vítima seria o dono de um conhecido posto de gasolina da cidade e a estimativa dos ladrões era arrecadar entre R$ 60 e R$ 70 mil em poucos segundos. A ação seria comandada de dentro da cadeia e mostra a organização dos criminosos. Por vários dias, o bandido acompanhou de perto a rotina do comerciante. Depois de levantar todas as informações, ele desenhou um mapa indicando o trajeto feito pela vítima, a hora exata de atacar e a melhor rota de fuga. As anotações foram enviadas a um comparsa em liberdade e apreendidas pelos policiais da DIG antes do plano ser executado. Na quinta-feira, os investigadores Paulo Sérgio e Aderson foram cumprir um mandado de prisão em uma residência do Jardim Aeroporto III. O alvo era um homem envolvido em assaltos na cidade. “Ele não estava, mas durante buscas na casa encontramos a carta que havia recebido com o detalhamento do roubo a ser feito”, conta Aderson. A intenção do mentor era ele próprio praticar o assalto, mas teria sido preso antes, por outro crime. A carta contém quatro páginas e foi manuscrita. A bela caligrafia não esconde erros grosseiros de Português. O remetente pode até não conhecer bem o idioma, mas é um exímio arquiteto do crime. “Saudações, Jôô!!! A grande questão é a seguinte: eu tenho uma fita no posto (cita o nome) de uns 60, 70 conto. Vô arrebenta ela e queria que você fosse lá e procurasse saber quem é o dono. Eu já sei, mas você vai ter que ver com os próprios olhos”. Na seqüência, faz uma descrição completa da vítima e conta o veículo e a maneira como ela transportava os malotes ao banco. “Se tiver do mesmo jeito é o seguinte: ele deposita o dinheiro lá no Sudameres. Eu vô fazê um mapa para você estudar a rota dele + no dia de catar, vocês vê a honde é melhor. Você estuda sertinho. Você cerá meus olhos e minhas pernas nessa caminhada”. Numa das páginas, o preso desenhou um mapa da área vizinha ao banco, destacando pontos de referência, o caminho percorrido pela vítima, o dia e horário exatos de depósito, além do local adequado para fugir. “Aqui da praça, você vê se o velho tá indo pro banco. A trajetória dele é a mesma das ceta’... depois do portão de saída, ele vai á pé com os dois malotes. O entervalo do estacionamento até o banco é fita de uns 15 metros”. Ficou de passar o restante das orientações posteriormente. Se precisasse, o comparsa poderia falar com ele via telefone celular. “É só levar um cartão da Claro pra gorda que ela chega”. Antes de encerrar o “salve”, o preso faz um alerta ao assaltante em liberdade. “O que mais me preocupa, é a rota de fuga...vê sertinho, cuidado e o principal: cautela e inteligência. Não pode moscar (passar) um minuto. Se tá ligado que a precisão é foda”.

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