A cada quatro horas, um novo caso de câncer é diagnosticado na região. Por ano, são 1.825 vítimas. A maior parte delas é formada por pessoas com mais de 60 anos que levam uma vida sedentária, têm dieta rica em proteínas e gordura e ainda fumam. Os dados são do Hospital do Câncer de Franca, responsável pelo tratamento desses pacientes.
Os tipos de câncer que mais atacam os francanos e pacientes da região são os de mama, próstata, pulmão e intestino, os últimos dois incidentes tanto em homens como em mulheres. As crianças também são vítimas, mas em um volume muito menor. “É mais difícil câncer em crianças porque elas ainda não foram expostas aos fatores de risco. Quando isso ocorre, normalmente, é por fatores genéticos”, explica o oncologista clínico José Reinaldo Tasso, gestor do HC da cidade. O hospital recebe uma criança por mês para iniciar tratamento.
O tipo mais grave de câncer é o que ataca o pulmão. “O de pulmão é o grande desastre. A mortalidade é muito alta. Sem sintomas, a doença sempre é descoberta em fase avançada e, seis meses após diagnóstico, 80% dos pacientes morrem”. O principal vilão da doença é o fumo. Segundo o especialista, o cigarro tem mais de mil substâncias causadoras de câncer, que, inaladas, caem na corrente sanguínea e atacam diversas partes do corpo. “O tabagismo provoca câncer de mama, esôfago, próstata, intestino, etc. O uso crônico do cigarro pode antecipar o desenvolvimento da doença em quem tem predisposição”.
Ex-fumante, o economista Antônio Carlos Neto,Ê sabe bem o que é isso. Depois de anos consumindo cigarros, hoje ele luta para combater um tumor no esôfago. “Quando recebi a notícia há cinco meses, levei um susto, mas superei essa fase. Hoje, já me sinto curado”, disse o paciente.
Na outra ponta, entre os cânceres com maior chance de cura está o de mama. “Quando diagnosticado precocemente, é curado em 95% das ocorrências”.
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