Investigações podem levar até seis meses


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O inquérito que investiga o escândalo da fraude na licitação do Córrego dos Bagres poderá levar até seis meses para ser concluído. O problema estaria na falta de condições de se realizar perícias contábeis na Delegacia Seccional de Franca. Para sanar o problema, seria necessário acionar técnicos de Ribeirão Preto, o que, normalmente, não tem uma resposta rápida. De acordo com o delegado Sidnei Martins de Oliveira, que conduz a investigação, a requisição está sendo elaborada. “É necessário levantar como foi conduzida a parte contábil do processo e esse tipo de avaliação não temos na cidade, só em Ribeirão”, disse. “Isso pode levar seis meses para ser feito”. A polícia não descarta a possibilidade de pedir a prorrogação do prazo legal para conclusão do inquérito, que normalmente é de 30 dias. “Podemos pedir prorrogação pelo tempo que for necessário”, disse, na semana passada, o delegado seccional Maury de Camargo Segui. A solicitação de apuração do Ministério Público levanta eventual fraude em processo licitatório e formação de quadrilha e indica os nomes do secretário afastado de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, do ex-chefe da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Caetano Perobelli, e do engenheiro da Prefeitura, Marco Antônio Franceschi, além dos responsáveis pelas empresas de engenharia FFC e Betontest. O objetivo do grupo, segundo o MP, seria desviar R$ 1,2 milhão dos cofres públicos.

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