Dois homens armados mantiveram três pessoas como reféns e roubaram R$ 300 mil do Banco do Brasil de São Joaquim da Barra ontem. Uma das vítimas foi baleada à queima roupa na cabeça e está internada em estado grave. Após o crime, os assaltantes fugiram em direção à Rodovia Fábio Talarico, que liga a cidade a Franca. A polícia não tem pistas dos bandidos.
Alguns pontos continuam sem explicação e intrigam a equipe responsável pela investigação. O roubo teve início as 7h30, quando dois homens armados invadiram uma república situada à Rua Piauí, Centro. No local, moram o tesoureiro do banco, Izaías Santos Ferreira, 26, a namorada dele, Aline Bastos da Silva, 17, e o escrevente do Fórum, Alcides Nonato, 53. Os três foram rendidos.
As vítimas foram mantidas reféns e levadas no Astra preto de Izaías para um canavial nas proximidades do Rio Sapucaí, em Guará. A garota e o escrevente permaneceram no local vigiados por um dos assaltantes. O outro bandido e o tesoureiro do banco retornaram para São Joaquim.
Segundo a versão oficial, o assaltante teria ficado esperando no Bairro Sambra, enquanto a vítima foi ao banco buscar o dinheiro. "Primeiro, o tesoureiro teria passado em sua casa e colocado um aparelho de som em uma caixa de papelão. Depois, foi ao banco e disse aos funcionários que levaria o equipamento para o conserto. Pegou o dinheiro, colocou na caixa e saiu de encontro ao assaltante que o aguardava", contou o delegado Hugo Anselmo Ravagnani, responsável pela DIG de São Joaquim.
Nesse intervalo de tempo, o outro assaltante já havia colocado a arma na cabeça do escrevente do Judiciário e disparado. Alcides Nonato foi levado à Santa Casa da cidade e submetido à cirurgia.
Seu estado é gravíssimo. Foi atingido sem motivos aparentes. Os assaltantes fugiram e abandonaram o Astra na Rodovia Fábio Talarico, onde teriam se encontrado com um comparsa. A polícia não descarta a possibilidade de que possam ter escapado em direção a Franca. "Há uma série de porquês que precisam ser esclarecidos: Vou investigar os motivos pelos quais o tesoureiro não avisou os funcionários nem a polícia do assalto nos momentos em que ficou distante do bandido", finalizou Hugo Ravagnani.
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