Alunos da Unesp ameaçam invadir campus de Franca


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Ocupação e paralisação. Isso é o que a próxima semana deve reservar da Unesp de Franca (Universidade Estadual Paulista). Os funcionários da instituição devem parar suas atividades na próxima semana e os alunos votam, na segunda-feira, a ocupação do prédio da universidade. Em uma assembléia com cerca de 150 pessoas realizada ontem no Salão Nobre da unidade, o Sintunesp (Sindicato dos Trabalhadores da Unesp) de Franca decidiu aguardar a reunião dos diretores de base dos sindicatos, na segunda-feira, em São Paulo, para deliberar sobre a greve. O Sindicato reivindica aumento de 3,73% mais R$ 200 no salário de todos os funcionários. A proposta da Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) é de reajuste de 3,37%. "Vamos aguardar a nova negociação. Se não houver proposta melhor, vamos aderir. No ano passado, nós só conseguimos reajuste de 0,75%, esperamos que, neste ano, a proposta seja melhor", disse o diretor de base do Sintunesp de Franca, Antônio Marcos dos Santos. Ele explicou que, além do aumento de salário, o indicativo de greve é para manifestar a insatisfação da categoria com os decretos do governador José Serra (PSDB) e com o suposto uso da violência policial para desocupação da reitoria da USP. De acordo com o boletim do Sintunesp central, divulgado ontem, os decretos de Serra - que estabelecem que as universidades terão que pedir autorização ao governo para fazer grandes alterações nos orçamentos - tira a autonomia das instituições. "A possibilidade de remanejamento de dotações orçamentárias de acordo com necessidades do ensino é parte fundamental da autonomia", diz a nota. ALUNOS Os alunos, que também participaram da reunião, anunciaram que, também na segunda, será feita uma mobilização em que deve ser votada a invasão do prédio. O terceiranista de História Vinícius Peixinho disse que os alunos também estão em estado de greve pelas mesmas reivindicações do Sintunesp, além de problemas no campus de Franca e por solidariedade à ocupação dos alunos da USP. "O novo prédio tem uma biblioteca menor, o restaurante universitário não vai comportar a demanda com a chegada dos novos cursos e não terá moradia estudantil. No dia 28, vamos nos reunir para manifestar contra esses problemas e decidiremos se vamos ocupar o prédio ou não".

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