Faltando ainda 15 segundos para acabar o jogo, Alex tentou, Arthur também. Tudo em vão. Os arremessos de três pontos do Universo Brasília para empatar a partida não caíram e o Unimed/Franca venceu o último invicto do Nacional 2007, por 75 a 71 (47 a 41) ontem à noite, no Póli. O adversário mantinha uma série de 21 partidas sem perder. Para delírio dos torcedores, Rogério Klafke foi homenageado pela diretoria por ter batido o recorde de pontos em Nacionais estabelecido pelo “Mão Santa” Oscar Schimdt.
O jogo se caracterizou por muitas faltas e no último quarto havia seis jogadores pendurados, entre eles apenas um do Unimed/Franca. Luís Fernando foi o único que cometeu a quinta e saiu de quadra mais cedo. O pivô Murilo, como no jogo contra o Rio Claro, fez um double-double ao assinalar 21 pontos e pegar 15 rebotes. Cipriano fez a mesma pontuação, além de pegar 11 rebotes.
O público, que não foi como o de uma final, fez muito barulho, principalmente para apupar Arthur, Alex e Nezinho, ex-ribeirão-pretanos. Nem por isso o Brasília perdeu a estabilidade em quadra. O jogo começou com uma marcação forte de ambas as equipes. Só que desta vez, o Unimed/Franca teve Estevam em sua melhor fase. Ele converteu 12 pontos e pegou sete rebotes. Outro destaque foi o armador Helinho, que aplicou vários dribles sobre Ratto e Nezinho.
A pressão explodiu com Alex que reclamou por ter sido atropelado por Murilo, quando estava no chão. De tanto esbravejar, levou falta técnica. Com os quatro lances livres e a posse de bola, o Franca abriu vantagem: 29 a 20.
O segundo quarto mal começou e o Brasília já tinha seis jogadores com faltas. Franca, só dois. Estevam continuou bem e ao sair da quadra chegou a ser aplaudido. Todo o trabalho foi insuficiente e Brasília venceu o segundo quarto por 21 a 18. Na soma dos períodos, vitória francana pelo placar de 47 a 41.
Com o retorno das duas equipes para o segundo tempo e uma diferença seis pontos a favor do Unimed/Franca, Brasília reagiu. “A diferença é pouca e podemos virar”, disse Nezinho. Tanto ele como Alex colocaram pressão sobre os árbitros. E em uma marcação de falta, o ala, raivoso, deu um soco no banco de reservas. Foi tirado de quadra pelo treinador.
Nezinho também se deu mal e machucou o tornozelo esquerdo. Saiu pulando e sob gritos da torcida de “saci, saci”. Foi a vez de aparecer Márcio Cipriano. O “homem” ajudou sua equipe a vencer o terceiro quarto por 18 a 15. No último quarto o que se viu foi equilíbrio. Seis minutos se passaram sem uma bola cair. Franca descobriu que ganharia o jogo se forçasse faltas. Assim fez até fechar o período final em 13 a 12, e o jogo em 75 a 71.
O senador Wellington Oliveira (PMDB), dono da equipe brasiliense, assistiu a tudo das numeradas. A visita serviu para combinar com a diretoria do time local um encontro para tentar formar uma nova liga de clubes e assim organizar uma competição à margem da CBB. “O jogador é a estrela. Tem diretor querendo assumir esse lugar. Vamos fazer uma reunião com outros clubes no fim do Nacional e formar uma liga com os doze melhores times do Brasil e deixar de lado a CBB e as Federações”, disse. O próximo jogo de Franca será amanhã, às 18h30, no Póli, contra Uberlândia.
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