Seis dias depois, o homem que aterrorizou Cristais Paulista no fim de semana ao matar duas pessoas a facadas continua nas ruas. A polícia não tem pistas do paradeiro de Agilso de Souza Santos, o “Gil”, 33. A falta de efetivo policial na cidade dificulta a localização do assassino e prolonga o sofrimento dos familiares das vítimas. O temor é que outras mortes possam acontecer.
Cristais Paulista não tem delegado. Pedro Luiz Dallaqua, responsável pela Dise de Franca, responde interinamente pela cidade. Marilda e Mateus são os dois únicos investigadores encarregados de apurar as ocorrências registradas em todo o município. Contam com a ajuda solitária do escrivão Joel. Os policiais têm checado denúncias e possíveis esconderijos do assassino.
Inconformado pelo fim de um romance com Vanusa Elizabete Lima, 16, Gil foi até a casa em que ela participava de uma festa, no sábado, e a esfaqueou. Alex Inácio da Silva, 20, amigo da jovem, foi defendê-la e também foi atingido no coração. Ambos morreram.
O assassino fugiu. Boatos dão conta de que ele estaria armado com um revólver e propenso a matar.
Familiares da adolescente temem que a tragédia possa ter desdobramentos. “Ele já me ameaçou por eu ser contra o relacionamento deles”, conta Roberto Carlos Pereira Lima, 39, pai de Vanusa. Na dúvida, a família colocou a casa à venda e está morando com amigos. “Faço um apelo à polícia para prendê-lo o mais rápido possível. Além de perder a filha e um amigo, vivemos com medo”, disse a mãe da vítima.
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