Nada de churrascos ou picolés na cadeia pública do Guanabara. A determinação é do novo diretor, Eduardo Bonfim. Segundo ele, as regalias antes oferecidas, contudo, não serão mais aceitas. As visitas serão submetidas a rigorosa vistoria para evitar absurdos como a entrada de churrasqueiras nas celas, por exemplo. Outra regalia que deve ser cortada é a presença de um freezer dentro da cadeia, usado para armazenamento de carnes e refrigerantes dos detentos.
Outra denúncia feita ao diretor, que estava sendo inclusive investigada, é a suposta entrada de um carrinho de picolés nos corredores de acesso as celas do presídio. Segundo Bonfim, esse tempo “simplesmente acabou”.
Apesar de algumas proibições, os cerca de 352 presos, ainda continuam com alguns benefícios já conquistados. O direito de assistir TV e o banho quente com chuveiros elétricos serão preservados, pelo menos por enquanto, afirmou o delegado. “Temos que agir com seriedade e de acordo com a lei. Aquilo que for de direito deles serão mantidos. Não posso também radicalizar a cadeia e cortar tudo de uma vez”.
Como forma de castigo aos detentos, que descumpriram algumas normas, foram suspensas, no fim de semana passado, visitas e entrada de sacolas. Já neste sábado a entrega do “jumbo” (alimentos levados pelos familiares dos presos) estará liberada.
O próprio diretor confirmou sua presença no horário permitido para entrada das sacolas, que vai das 13 ás 16 horas. No domingo, haverá visita das famílias dos detentos.
“Eu mesmo vou acompanhar a revista. Vou analisar o que estava sendo levado e assim,definir o que pode ou não passar para os presos. Já encontramos várias tesouras, que eles alegam ser instrumentos de trabalho. Isso não entra mais”, disse o diretor.
Após a análise deste sábado, o delegado promete entregar uma lista para os familiares dos detentos, informando o que poderá ser levado ou não para a cadeia. “Não quero castigá-los. Só será permitido na cadeia aquilo que estiver dentro da lei. Não posso colocar em risco a integridade física dos carcereiros”, disse Bonfim.
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