Dos 43 candidatos na fila para adotar uma criança em Franca, 70% optaram pela adoção por terem problemas de infertilidade. A dona de casa Jailda Valle, 41, viveu esse drama. Desde jovem, sonhava em ter filhos, mas um problema nos ovários comprometeu sua capacidade de engravidar. Ao lado do marido Reginaldo Valle, 42, adotou dois meninos: Gabriel, 6, e Gustavo, 3. "Como não tínhamos chance de ser pais naturalmente, partimos para adoção.
Fomos muito felizes na opção. As crianças preenchem um vazio. São meus filhos. Não tem volta, nasceram no meu coração", disse ela.
Gabriel chegou à nova família com apenas um mês. "Esperei uma gestação por ele. Foram nove meses. Quisemos recém-nascido para viver todas as fases com a criança". Três anos depois, o casal adotou Gustavo, que tinha 7 meses. "Por ele ser moreninho e de cabelo enrolado, muitos não quiseram adotá-lo. Foram 64 tentativas antes de eu e meu marido aceitarmos", disse Jailda.
A professora aposentada Sueli Magalhães, 59, também experimentou a adoção. Aos 50 anos, depois de perder uma filha de três anos com síndrome de Down, tornou-se mãe de Maria Antônia, 9. A criança estava com 1 dia quando a mãe adotiva a recebeu. "Foi uma alegria. Ela nos faz muito felizes".
Jailda e Sueli são coordenadoras do Gaaf (Grupo de Apoio a Adoção de Franca), entidade criada há sete anos com a missão de incentivar a adoção tardia.
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