Amor exigente


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A conquista de uma nova cidadania por usuários de drogas passa pelo amor, que tem de ser exigente e comprometido com disciplina, sem punição e que leva, se lúcido, perseverante e sem acomodação, à libertação. Organizações e pessoas buscam caminhos para prevenir o mal evitável, pela simples vocação e missão em servir ao próximo. A fraqueza e a curiosidade de certos momentos da vida, levam o ser humano à perda da cidadania, tal a condição de degradação física e moral a que estão sujeitos. Não é do gosto de ninguém que as drogas existam, principalmente quando conduzem aqueles que amamos ao sofrimento. A comunidade Amor Exigente constitue grupos de pessoas que fazem parte de um programa comportamental de auto-educação e reeducação, para pais e filhos. Propõe um amor responsável e firme, quando trata de resgatar o outro. Fundamentado em 12 postulados realistas sobre a vida, cujo lema é “amando o outro, mas sem aceitar o que ele faz de errado”, congrega 800 grupos no Brasil atendendo através de voluntários vocacionados e preparados para essa difícil missão. Nesses grupos de auto-ajuda as pessoas são ouvidas e compreendidas, se tornando assim, capazes de ouvir e compreender o outro. O apoio oferecido não pressupõe caça às culpas e culpados, mas estabelece a entre-ajuda e suscita ânimo e coragem suficientes para que os atendidos encontrem ou descubram a fé cheia de entrega e esperança; e os pais reaprendam a impor limites. "Os filhos não têm que amar os pais" conforme diz um dos postulados, mas têm que respeitá-los, e conseqüentemente, à toda a família. Se for para deixar as drogas ou qualquer outro comportamento errado, não poderão fugir do confronto direto e corajoso. Recomenda ainda o postulado, que os pais devem estar alertas e serem capazes de amar seus filhos de modo a fazerem por eles o que precisa ser feito, sem pena deles ou de si próprios. As drogas se apresentam de forma sedutora, trazendo o irreal e o sonho para a área de possibilidades imediatas. Em recente palestra proferida por um sacerdote, foi proposto à audiência que descrevesse alguns medicamentos porventura encontrado em suas respectivas bolsas. Surgiram analgésicos, anfetaminas e outros anorexigênicos, anti-depressivos, calmantes e demais drogas, que deixaram a certeza que, neste campo, as drogas fazem parte de nosso dia-a-dia e começam em casa, mesmo. E não fica por aí. Ainda se pode verificar o nível de consumo de bebidas e cigarros durante festas de crianças ou reuniões familiares. O Amor Exigente propõe novos caminhos, incluindo a disciplina e sem permitir que o outro sofra a conseqüência de seus atos; aprendendo a dizer o "não" que o outro precisa e pede para ouvir, “amar com respeito, sem egoísmo, sem comodismo”. Trocando em miúdos: negar ajuda pode ser a melhor ajuda e o melhor caminho! PAUSA PARA O CAFÉ Tomamos um cafezinho amigo, Maria Rafaela Junqueira Bruno Rodrigues, uma bela mulher! Brilhante advogada, professora doutora, do corpo docente do curso de Direito da Unifran. Inteligente, culta e sobretudo politizada, consciente de seu papel na sociedade, hoje presidente do Conselho Municipal Anti-Drogas (Comad). `Ousou` em disputar as eleições para a presidência da OAB. A classe perdeu a oportunidade de conhecê-la como líder. Falou do Fórum Anti-Drogas discutindo a política nacional do setor, na expectativa de ver uma política similar, no município. Café fortíssimo, mas com creme e canela. VAMOS CONVERSAR SOBRE DROGAS? Hoje na Unifran, acontece importante curso sobre o tema "A responsabilidade dos pais com os filhos`, com Márcio Rodrigues. Na sequência, a Lei 11343, com o Dr. João Alves de Almeida, Delegado de Polícia do Denarc. Esta lei cria o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) e prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção social ao usuário e dependentes de drogas além de estabelecer normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas. A iniciativa é do Conselho Municipal Anti-Drogas (Comad) em parceria com a Unifran. FALA SÉRIO! A síndrome do alcoolismo fetal, explicada por Herman Loser e Frank Majewski, fala do embrião indefeso, condenado a compartilhar a bebida ingerida pela mãe alcoólatra. O bebê nasce com lábio inferior reto e extremamente fino, nariz longo, olhos pequenos e reduzidos por dobras no lado interno da pálpebra, entre outras complicações como baixo peso e síndrome da abstinência. O que mais pesa, de fato, é o retardo mental irreversível. Nenês que trazem o sinal da droga no rosto. MENSAGEM "Nós geralmente descobrimos o que fazer percebendo aquilo que não devemos fazer. E, provavelmente, aquele que nunca cometeu um erro nunca fez uma descoberta". Samuel Smiles

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