Rogério Klafke


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Rogério, a mulher e os filhos: razão de tudo
Rogério, a mulher e os filhos: razão de tudo
Quando chegou em Franca, 14 anos atrás, o ala Rogério Klafke nem imaginava que em 2007 teria a incrível marca de 9143 pontos marcados em 512 partidas disputadas em Campeonatos Nacionais, superando o “Mão Santa” Oscar Schimdt, que anotou 9096 pontos em 258 jogos. Com isso, tornou-se o recordista em Nacionais. Para o atleta, superar o recorde de Oscar foi um feito importante na carreira, mas Rogério abriria mão desta marca para ter no currículo o título de 2007. “Fico feliz não só por ter superado esta marca, mas por fazer parte da história do basquete brasileiro de uma maneira tão positiva. Espero ajudar a equipe de Franca a conquistar o título e retribuir o carinho que temos recebido da nossa maravilhosa torcida. Os recordes quebrados são uma simples conseqüência de um trabalho bem feito”. O jogador participou das 17 edições anteriores do Nacional e conquistou 5 títulos, sendo dois pelo Franca Basquete (1997 e 1998), dois pelo Vasco da Gama (2000 e 2001) e uma vez por Uberlândia (2004). E a fome de títulos continua. “Estamos treinando forte para conquistar o torneio deste ano (o 18º)”, disse Rogério. Rogério reconhece que o auge de sua forma física já passou, mas que a experiência adquirida durante a carreira faz com que jogue de maneira mais inteligente. “Não sou mais um garoto. No entanto, minha condição física é muito boa. Eu me preservo muito, me dedico aos treinamentos e isso acaba refletindo em quadra”. As estatísticas da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) atestam o excelente preparo físico do jogador, que permanece em quadra durante 35 minutos por partida, em média. Dentre as muitas conquistas com o time francano, Rogério se recorda de maneira especial de seu primeiro título brasileiro, em 1997. “Eu já estava em Franca há alguns anos e ainda não tinha conquistado nenhum título. Vencemos o time de Santa Cruz do Sul (RS) em uma final equilibradíssima. Franca parou naquele dia para comemorar”. Aos 36 anos, o jogador é um dos destaques do Unimed/Franca na atual temporada e um dos principais cestinhas do Nacional, com média de 14 pontos. Mesmo com o alto rendimento, não faz planos de integrar a seleção brasileira. “Sei que esta comissão técnica não tem o costume de convocar jogadores com mais de 30 anos. Mas minha preocupação é fazer um bom papel no clube que defendo e poder curtir férias com minha família ao final de cada temporada”, completou Rogério. Já o técnico Hélio Rubens defendeu a presença do jogador no grupo que disputará os Jogos Pan-Americanos em julho, no Rio de Janeiro. “A experiência dele iria acrescentar muito aos jovens jogadores que foram convocados. Em uma competição forte como o Pan, sempre é necessário ter um atleta mais tarimbado”, enfatizou o treinador. Rogério deve receber uma homenagem da diretoria do Unimed/Franca em data ainda não marcada pelo recorde batido em grande estilo, na semana passada, contra o Saldanha da Gama, em Vitória, no Espírito Santo. Na ocasião, o ala marcou 36 pontos e foi o cestinha da partida. Quando irá parar de jogar? Essa é uma pergunta sem resposta. “Vou parar quando minha motivação acabar”, afirmou.

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