A chuva que caiu durante todo o dia de ontem em Franca esfriou o manifesto programado para marcar a data como um Dia Nacional de Luta. No horário marcado para o início do ato público, às 17h15, menos de cem universitários, sindicalistas e militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) estavam presentes. Sob uma chuva fina, representantes de cada segmento fez um breve discurso e pronto.
O evento, que aconteceu em todo o País, seria para reivindicar e protestar contra reformas que retiram direitos adquiridos pelos trabalhadores, como a Emenda 3, que propõe mudanças nas leis trabalhistas e modifica a forma de fiscalização sobre os patrões.
Os estudantes apoiaram o movimento e aproveitaram para expor faixas contra as ações do governador José Serra (PSDB) na área de Ensino Superior. Uma dessas ações é a assinatura de um decreto que cria a Secretaria do Ensino Superior que, para os alunos, fere a autonomia das instituições de ensino público.
Já os militantes do MLST reforçaram a postura em defesa da Reforma Agrária.
Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, conduziu o manifesto e lamentou pela chuva. “Se não fosse o temporal, certamente teríamos aqui muitos trabalhadores. Mas vamos dar nosso recado mesmo assim”.
O evento teve ainda a participação e apoio de representantes dos aposentados, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e dos Eletricitários, que usaram o microfone para expor suas opiniões.
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