A redução no preço cobrado por litro do álcool ainda não recuperou o salto que o combustível deu no i-nício de janeiro, quando os valores foram reajustados em 15%. Na verdade, o preço voltou ao mesmo patamar de depois do reajuste daquele período - quando o álcool passou de R$ 1,29 para R$ 1,49.
Na oportunidade, as usinas justificaram o aumento à demanda por álcool em função do governo ter aumentado a porcentagem do combustível acrescido à gasolina no fim de 2006 (o acréscimo foi de 20% para 23%). De lá para cá, o álcool teve novo aumento, dessa vez em razão da entressafra da cana-de-açúcar (matéria-prima para a produção do álcool). As usinas elevaram o valor cobrado por litro, o que acabou sendo repassado para o consumidor. Em abril, por exemplo, alguns postos de Franca chegaram a vender o álcool a R$ 1,79.
A baixa nos preços do combustível verificada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), ainda que não tenha atingido o mesmo patamar de janeiro, já é comemorada por quem tem carro movido a álcool. O pes-pontador Ricardo Barsanul-fo disse que sentiu a diferença ao abastecer no último domingo. “Nem tinha olhado para a placa de preços e pedi para o frentista colocar R$ 10. Pensei que daria, no mínimo, seis litros. Até assustei quando vi que tinha dado sete”.
Para os próximos meses a tendência é que os preços abaixem ainda mais e o álcool chegue a R$ 1,20 o litro.
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