Apesar da gravidade dos ferimentos sofridos, Eliana Eugênia se manteve consciente o tempo todo e chegou a conversar com os bombeiros durante os trabalhos de resgate. “Estou há mais de dez anos nessa profissão e nunca vi uma vítima sofrer um acidente com essas proporções e não perder os sentidos. Ela foi muito forte”, contou o sargento Teixeira.
O comerciante Flaudeir Antônio Ferreira, 44, passava pelo local na hora do acidente. Foi um dos primeiros a chegar e se deparou com a vítima chorando de dor. “O marido dela estava desesperado com o sofrimento da mulher. Ela pedia pelo amor de Deus para morrer. A dor que sentia era muito forte. Assustei-me ao ver suas pernas. Elas quase foram arrancadas do corpo. Foi uma cena assustadora. Muito triste de se ver”.
A testemunha contou uma versão semelhante à apresentada pelo motorista da Kombi, mas acredita que ele pudesse estar a uma velocidade acima dos 40 quilômetros por hora, como afirmou. “A mulher empurrava o Monza no meio da pista e alguns carros vinham atrás. Eles fizeram a ultrapassagem, mas a perua não teve o que fazer a não ser bater no Monza. Por isso, ela ficou tão machucada”.
O acidente aconteceu próximo ao trecho em que havia um radar durante a administração passada. Fluxo intenso de veículos e excesso de velocidade são ocorrências comuns naquele ponto. “O pessoal costuma correr mesmo por aqui e os acidentes são comuns.
Nesse caso, os estragos causados nos dois carros foi muito grande”.
A Polícia Científica esteve no local e coletou informações para esclarecer as causas do acidente. A investigação será de responsabilidade do 1º DP.
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