Mulher ajuda marido a empurrar o carro, é prensada por Kombi e perde as pernas


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Estragos causados na traseira do veículo evidenciam a violência da batida
Estragos causados na traseira do veículo evidenciam a violência da batida
Um carro estragado. Chuva forte. Pista escorregadia. Uma batida violenta. Uma mulher gravemente ferida. Eliana Eugênia da Silva Rodrigues, 33, foi atropelada, ontem, no momento em que empurrava o carro do marido e ficou prensada entre dois veículos. Teve as duas pernas dilaceradas e foi socorrida em estado crítico pelos bombeiros. A amputação dos membros foi inevitável. O acidente aconteceu às 14 horas na Avenida Antônio Barbosa Filho, sentido Centro/Galo Branco, no Bairro Higienópolis. Eliana, o marido José dos Reis e a filha de 10 anos seguiam em um Monza branco para o Bairro São Joaquim, onde moram. Na altura da Tunicar, o carro apresentou uma falha mecânica. Eliana e o marido desceram para empurrar. Ele ficou do lado esquerdo próximo ao volante. A mulher foi para a parte traseira. Alguns metros depois, o acidente. Uma perua Kombi que vinha logo atrás não conseguiu frear a tempo e atingiu a vítima em cheio, jogando-a contra o Monza. “Eu estava, no máximo, a 40 quilômetros por hora. Tinha um carro na minha frente. De repente, o motorista jogou para a pista da esquerda e foi embora. A única coisa que me sobrou foi os dois empurrando o carro. Ainda tentei jogar de lado, mas não deu para evitar a batida, pois a distância era muito pequena. Não havia percebido que o Monza estava estragado. Foi terrível. Nem sei se vou conseguir dirigir daqui para a frente”, contou o autônomo GNG, 20, que dirigia a Kombi. [FOTO2] Os veículos sofreram danos de grande monta e as ferragens quase arrancaram as pernas de Eliana. “Ela teve esmagamento quase total dos membros e muita perda de sangue e de tecidos ósseo e muscular. Fizemos todos os procedimentos necessários rapidamente e ainda contamos com a ajuda de um médico para evitar que a vítima sofresse uma parada cardiorrespiratória”, contou o sargento Teixeira, do Corpo de Bombeiros. A mulher foi submetida a uma delicada cirurgia, que durou três horas, na Santa Casa, e os médicos tiveram que amputar as duas pernas dela logo abaixo do joelho. Ela permanece internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) e não corre risco de morte. “Minha filha disse que ia descer para ajudar a empurrar o carro, mas falei que não era preciso. Foi por Deus mesmo. Caso contrário, ela também poderia ter se machucado gravemente”, disse o marido de Eliana. Não houve outros feridos.

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