Enquanto as máquinas de caça-níqueis eram retiradas dos bingos, funcionários e apostadores reclamaram da ação. Segundo o assessor contábil e jurídico dos dois estabelecimentos, Celino José de Sousa, os 49 trabalhadores do Estação e 20 do Montecarlo serão demitidos.
Márcia Cristina Rodrigues, 30 anos, trabalha há um ano no Bingo Estação e ficou revoltada com a operação. "Somos registrados e agora vamos ficar desempregados. Temos filhos para criar e contas para pagar e ninguém viu".
Sousa disse que hoje iria pegar o processo e a cópia do mandado de busca e apreensão para decidir o que fazer. "É uma situação difícil, os promotores chegaram lá dizendo que todas as liminares foram cassadas. Ainda não confirmamos essa informação, mas, assim que tivermos toda a documentação, vamos buscar um recurso para reverter a situação".
O assessor ressaltou que as atividades não eram ilegais. "Vamos continuar brigando, pois quem ocasionou a situação foi o governo federal”.
Quanto a afirmação do procurador da República João Bernardo da Silva de haver indícios dos crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro nos bingos, Sousa disse não proceder. "Não vejo como ter ocorrido esses crimes. Os proprietários dos bingos são pessoas idôneas e vão provar isso".
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