Uma vitória e um constrangimento. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) conseguiu, ontem, aprovar na Câmara um projeto que acaba com a necessidade de os vereadores terem de aprovar, a cada dois anos, a continuidade da cobrança da taxa de incêndio, cobrada pelo Corpo de Bombeiros para vistoriar estabelecimentos comerciais e industriais. Por outro lado, uma declaração sua virou motivo de gozação: o tucano disse ontem, ironicamente, que o prazo de dois anos foi estipulado por “algum gênio”, tentando referir-se a seu antecessor, Gilmar Dominici (PT). A iniciativa foi de seu líder na Câmara, Jepy Pereira (PSDB).
O vereador Gilson Pelizaro (PT) se divertiu com o equívoco. Em seu pronunciamento, não perdeu a oportunidade de ironizar o ocorrido. Primeiro, “cumprimentou” Jepy pela idéia. Depois, disse que o projeto da taxa era do Gilmar, mas a determinação de sua validade foi proposta por Jepy. “Então, o prefeito queria saber quem foi o inteligente, o gênio que estipulou o prazo.
Pois bem, foi o líder dele que propôs a emenda”, provocou, sem conter o riso.
Jepy, por sua vez, negou que tenha ficado constrangido com a situação. “A emenda foi minha mesmo, achei que seria importante. Mas não tem problema, levo tudo isso na esportiva”.
Completando a bem-humorada sessão, Marcelo Valim (PSDB) arrancou discretos sorrisos dos colegas ao dar um “pito” em Marcelo Mambrini (PMN). No momento em que se discutia um parecer negativo a um projeto de Mambrini, Valim, que estava à frente da Mesa Diretora, questionou quem tinha algo a dizer, em prol ou contra o projeto. Ao notar que o colega estava desatento, não pestanejou em chamar a atenção. “Vossa excelência não vai falar nada?”. Meio sem jeito, Mambrini pediu a palavra para defender a idéia.
O destaque, contudo, foi o retorno do vereador Maurício Chináglia (PMN) à Câmara, após duas sessões de ausência.
Chináglia, que se recupera de um princípio de derrame, ou AIC (Acidente Isquêmico Cerebral), recebeu as boas-vindas da maioria dos colegas. O parlamentar não ficou até o fim da sessão, mas prometeu que na próxima terça-feira estará presente novamente.
CEIS
A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga a fraude na licitação do Córrego dos Bagres terá na sexta-feira sua primeira reunião. Na ocasião, deverão ser analisados documentos relativos ao processo licitatório e aos trabalhos da Divisão de Auditoria Interna da Prefeitura. A expectativa do presidente da comissão, Silas Cuba (PT), é que no início da semana que vem os suspeitos comecem a ser ouvidos. “Vamos traçar com os outros membros (Graciela David Ambrósio, do PDT, e Válter Gomes, do PSB) o cronograma das oitivas”, disse o petista.
A outra CEI, presidida por Jepy Pereira (PSDB), que investigará “irregularidades na administração pública”, já terá sua primeira reunião hoje. A principal dúvida é até qual administração será investigada. Para Gilson Pelizaro (PT), membro da comissão, o objetivo do tucano é atingir o ex-prefeito Gilmar Dominici (PT). Pereira nega. “Poderemos investigar até a primeira gestão do Sidnei Rocha, em 1982. Vamos decidir isso amanhã, mas ainda não temos um cronograma (hoje)”.
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