“Pedro Péba” é um cara bom de papo. Engraçado. Sorrindo e sem aparentar arrependimento, falou com a reportagem.
Comércio - O que aconteceu lá na casa?
Pedro Péba - Começamos a discutir por causa de R$ 5. Ele falou que eu tinha pego o dinheiro dele e eu neguei. Depois, pegou uma faca e queria me furar. Como estava picando a lenha com o podão, dei umas podãozada nele.
Comércio - Quantos golpes deu?
Péba - Não lembro. Só sei que bati. Não sei onde pegava, nem olhava.
Comércio - Você freqüenta a casa sempre?
Péba - Ele é meu tio. Fico direto lá. Nóis (sic) come, bebe e dorme na casa. Tomamos uns três ou quatro corote.
Comércio - Para onde foi após tentar matar seu tio?
Péba - Desci lá para o córgo (sic). Fui refrescar a cabeça. Dei uma ponta dentro dá água e subi prá riba (sic). Daí, a polícia me pegou. Se soubesse que fosse dar esse BO, ia ficar mais tempo.
Comércio - Se fosse preciso matar seu tio, você mataria? Estava de olho na casa?
Péba - Na hora ali, eu matava. Agora, posso até estar arrependido, mas, na hora, não pensei duas vezes. Sobre a casa, é mentira. Não tem nada a ver, não. Quem falou isso é minha irmã.
Comércio - Acha que seu tio vai morrer?
Péba - É praga ruim. Já levou muita facada. É mais fácil eu ir primeiro do que ele.
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