Um ato público em defesa dos direitos dos cidadãos. Assim foi definido pelos sindicalistas o movimento do “Dia Nacional de Luta”, que acontece nesta quarta-feira em todo o País, inclusive em Franca. Na cidade, o ato deve reunir trabalhadores, aposentados e universitários em evento programado para as 17h15, na Concha Acústica da Praça Nossa Senhora da Conceição. A concentração do público começa mais cedo, aÀ 16 horas.
Diferentemente de outras cidades, onde o manifesto deve parar empresas e ganhar as ruas, os sindicatos de Franca querem apenas iniciar um debate sobre questões como redução de jornada de trabalho, sem redução de salários, reforma agrária, valorização do salário mínimo e defesa do veto do governo à Emenda 3, que propõe mudanças nas leis trabalhistas e modifica a forma de fiscalização sobre os patrões.
“Queremos reforçar o movimento contra reformas que aí estão e lutar por questões que estão paradas há anos. A idéia é, depois, desmembrar todos os assuntos e discutir um de cada vez com a sociedade”, disse Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca.
Na tentativa de reunir um bom número de pessoas, os organizadores distribuíram 25 mil panfletos. Apesar da divulgação, não há uma estimativa de quantas pessoas participarão. “Aglomerar público não é o principal. Queremos sim, mobilizar a sociedade para não aceitar nenhuma reforma que tire direitos dos trabalhadores” disse Paulo Afonso.
OPINIÕES
Um evento correto do ponto de vista político, mas não viável do ponto de vista econômico. Essa é a opinião do economista Hélio Braga sobre a manifestação que acontece nesta quarta-feira em Franca. “Pela situação que a indústria local passa e o peso que ela representa na economia do município, o evento neste momento não seria propício, mas como se trata de uma reivindicação política, ele é bastante positivo”, disse.
O professor de economia Elvisnei Aparecido Alves concorda. Ele acredita ser louvável a manifestação, mas que, na atual situação econômica do município, defender menor tempo de trabalho, sem necessariamente compensar com aumento de produtividade, acabará, no final das contas, resultando em aumento de custo para as empresas. “Acho importante apoiar o movimento, já que compete a esses movimentos levar ao Senado discussões sobre a distribuição de renda no País, mas as propostas, caso adotadas, complicariam a vida das empresas”.
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