Dois detentos foram apanhados pela Polícia Militar, na noite de sexta-feira, “passeando” pelas ruas da Vila Formosa. LCVB e WSM, ambos de 27 anos, que cumprem pena em regime semi-aberto na Apare (Associação de Proteção e Amparo ao Reeducando), pularam o muro da unidade para comprar um cartão de telefone. Teriam chegado a parar em um bar para beber cerveja. O passeio só terminou quando a dupla foi vista por um carcereiro, que acionou a PM. Após serem apresentados no Plantão Policial, foram recolhidos à Cadeia Pública do Jardim Guanabara.
O Apare, que funciona em prédio anexo ao presídio, é destinado a presos que cometeram delitos leves. O benefício é concedido pela Justiça. Durante o dia, os nove detentos que vivem no local trabalham com pesponto. À noite, têm de ficar no interior da associação, que não conta com nenhuma forma de vigilância. Não podem, em hipótese alguma, sair sem autorização. “Eles são presos como os outros, não tem essa de sair. Não podem deixar a Apare para nada. Foi uma atitude irresponsável, que prejudica todos os outros”, disse o coordenador da associação, Alexandre Diniz.
Sobre as razões da fuga, Diniz disse que ainda não tem as razões concretas. “Não posso acusar, mas também não ponho a mão no fogo por eles”.
De acordo com Diniz, os presos, agora, terão de cumprir suas penas até o final em regime fechado por terem quebrado as regras do regime semi-aberto. O delegado e diretor da cadeia, Eduardo Lopes Bonfim, disse que a Polícia Civil não tem responsabilidade sobre os detentos recolhidos na Apare. “É a Justiça quem manda os presos para lá. Não temos nada a ver com a vigilância deles.
É outra administração”, disse. “A única relação é que nosso carcereiro quem viu os detentos andando pela rua e chamou a PM”.
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